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Vista aérea de quatro pessoas, vários laptops, notebooks, notas autoadesivas e uma planta em vaso sobre a mesa.

O que é viés da IA?

Viés da inteligência artificial, ou viés da IA, refere-se à discriminação sistemática incorporada nos sistemas de IA que podem reforçar tendenciosidades existentes e ampliar a discriminação, o preconceito e a estereotipagem.

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Viés da IA explicado

O viés em modelos de IA normalmente surge de duas fontes: o design dos próprios modelos e os dados de treinamento que eles usam.

Às vezes, os modelos podem refletir as suposições dos desenvolvedores que os codificam, o que os leva a favorecer determinados resultados.

Além disso, o viés da IA pode se desenvolver devido aos dados usados para treinar a IA. Os modelos de IA analisam grandes conjuntos de dados de treinamento em um processo conhecido como Machine Learning. Esses modelos identificam padrões e correlações nesses dados para fazer previsões e tomar decisões.

Quando algoritmos de IA detectam padrões de disparidades sistêmicas ou vieses históricos incorporados nos dados usados no treinamento da IA, suas conclusões também podem refletir essas parcialidades e discrepâncias. E como as ferramentas de Machine Learning processam dados em larga escala, mesmo pequenos vieses nos dados originais de treinamento podem levar a resultados discriminatórios generalizados.

Neste artigo, vamos nos aprofundar na origem do viés da IA, como ele se manifesta no mundo real e por que abordar este tema é tão crucial.

A importância de abordar o viés da IA

O viés é inerente a todos os seres humanos. Ele é resultado de uma perspectiva de mundo limitada e da tendência a generalizar informações para simplificar a aprendizagem. No entanto, surgem questões éticas quando vieses causam danos aos outros.

As ferramentas de IA influenciadas por vieses humanos podem ampliar esses danos em um nível sistemático, principalmente à medida que são integradas às organizações e aos sistemas que moldam a vida moderna.

Considere recursos como chatbots no e-commerce, diagnósticos em serviços de saúde, recrutamento em recursos humanos e vigilância no policiamento. Todas essas ferramentas prometem aumentar a eficiência e fornecer soluções inovadoras, mas também trazem riscos significativos se não forem gerenciadas com cuidado. Os vieses nesses tipos de ferramentas de IA podem exacerbar as desigualdades existentes e gerar novas formas de discriminação.

Imagine uma comissão de liberdade condicional consultando um sistema de IA para determinar a probabilidade de um prisioneiro reincidir. Seria antiético se o algoritmo fizesse uma conexão entre a cor ou o gênero do detento para determinar essa probabilidade.

Vieses nas soluções de IA generativa também podem levar a resultados discriminatórios. Por exemplo, se um modelo de IA for usado para criar descrições de cargo, ele deverá ser projetado para evitar a inclusão de linguagem tendenciosa ou a exclusão de certos dados demográficos inadvertidamente. Ignorar esses vieses pode levar a práticas discriminatórias de contratação e perpetuar as desigualdades na força de trabalho.

Exemplos como esse ilustram por que é crucial que as organizações pratiquem a IA responsável, encontrando maneiras de mitigar vieses antes de usarem a IA para embasar decisões que afetam pessoas reais. Garantir justiça, precisão e transparência nos sistemas de IA é essencial para salvaguardar as pessoas e manter a confiança do público.

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De onde vem o viés da IA?

O viés da IA pode vir de várias fontes capazes de afetar a justiça e a confiabilidade dos sistemas de IA:

Viés nos dados: vieses presentes nos dados usados para treinar modelos de IA podem levar a resultados tendenciosos. Se os dados de treinamento representarem predominantemente determinados dados demográficos ou contiverem vieses históricos, a IA refletirá esses desequilíbrios em suas previsões e decisões.

Viés algorítmico: ocorre quando o design e os parâmetros dos algoritmos introduzem viés inadvertidamente. Mesmo que os dados sejam imparciais, a maneira como os algoritmos processam e priorizam certos recursos em detrimento de outros pode resultar em resultados discriminatórios.

Viés de decisões humanas: o viés humano, também conhecido como viés cognitivo, pode se espalhar em sistemas de IA por meio de decisões subjetivas na rotulagem dos dados, no desenvolvimento de modelos e em outras etapas do ciclo de vida da IA. Esses vieses refletem os preconceitos e vieses cognitivos das pessoas e equipes envolvidas no desenvolvimento das tecnologias de IA.

Viés da IA generativa: modelos de IA generativa, como aqueles usados para criar textos, imagens ou vídeos, podem produzir conteúdo tendencioso ou inadequado com base nos vieses presentes nos dados de treinamento. Esses modelos podem reforçar estereótipos ou gerar resultados que marginalizam certos grupos ou pontos de vista.

Exemplos de viés na IA

Os impactos do viés da IA podem ser generalizados e profundos, afetando vários aspectos da sociedade e da vida das pessoas.

Aqui estão alguns exemplos de como o viés na IA pode afetar diferentes cenários:

Pontuação de crédito e empréstimos: algoritmos de pontuação de crédito podem prejudicar certos grupos socioeconômicos ou raciais. Por exemplo, os sistemas podem ser mais rigorosos com candidatos de bairros de baixa renda, resultando em taxas de rejeição mais altas.

Contratação e recrutamento: os algoritmos de triagem e os geradores de descrições de cargos podem perpetuar vieses no local de trabalho. Por exemplo, uma ferramenta pode favorecer termos tradicionalmente associados aos homens ou penalizar lacunas no histórico profissional, afetando mulheres e cuidadores.

Assistência médica: a IA pode introduzir vieses em diagnósticos e recomendações de tratamento. Por exemplo, sistemas treinados com dados de um único grupo étnico podem diagnosticar outros grupos incorretamente.

Educação: os algoritmos de avaliação e admissão podem ser tendenciosos. Por exemplo, uma IA que prevê o sucesso dos alunos pode favorecer aqueles que estudam em escolas com fartos recursos financeiros em detrimento dos que frequentam instituições com poucos recursos.

Aplicação da lei: algoritmos de policiamento preditivo podem levar a práticas tendenciosas. Por exemplo, os algoritmos podem prever taxas de criminalidade mais altas em bairros minoritários, resultando em policiamento excessivo.

Reconhecimento facial: muitas vezes, os sistemas de IA têm dificuldades com a precisão demográfica. Eles podem, por exemplo, apresentar taxas de erro mais altas no reconhecimento de tons de pele mais escuros.

Reconhecimento de voz: sistemas de IA conversacional podem apresentar viés contra determinados sotaques ou dialetos. Por exemplo, assistentes de IA podem ter dificuldades com falantes não nativos ou sotaques regionais, o que reduz a usabilidade.

Geração de imagens: os sistemas de geração de imagens baseados em IA podem herdar vieses presentes nos dados usados em seu treinamento. Por exemplo, um gerador de imagens pode sub-representar ou deturpar certos grupos raciais ou culturais, levando a estereótipos ou à exclusão nas imagens produzidas.

Recomendação de conteúdo: algoritmos podem perpetuar "câmaras de eco". Por exemplo, um sistema pode exibir conteúdo politicamente tendencioso, reforçando pontos de vista existentes.

Seguros: algoritmos podem determinar prêmios ou elegibilidade de modo injusto. Por exemplo, prêmios baseados no local de residência do segurado podem resultar em custos mais altos para comunidades minoritárias.

Moderação de conteúdo e mídias sociais: algoritmos de moderação podem impor políticas de modo inconsistente. Por exemplo, as postagens de usuários minoritários podem ser injustamente sinalizadas como ofensivas em comparação com os usuários de grupos majoritários.

Quais são os impactos do viés da IA?

Os impactos do viés da IA podem ser generalizados e profundos. Se não for combatido, o viés da IA pode aprofundar as desigualdades sociais, reforçar estereótipos e infringir leis.

Desigualdades sociais: o viés da IA pode exacerbar as desigualdades sociais existentes, afetando desproporcionalmente as comunidades marginalizadas, levando a uma disparidade econômica e social maior.

Reforço de estereótipos: sistemas de IA tendenciosos podem reforçar estereótipos prejudiciais, perpetuando percepções negativas e tratando certos grupos com base em raça, gênero ou outras características. Por exemplo, modelos de processamento de linguagem natural (NLP) podem associar certos empregos a determinado gênero, o que perpetua o viés de gênero.

Preocupações éticas e legais: a presença de viés na IA levanta preocupações éticas e legais significativas, desafiando a justiça e a imparcialidade de decisões automatizadas. As organizações devem lidar com essas questões com cuidado para cumprir os padrões legais e manter as responsabilidades éticas.

Impactos econômicos: algoritmos tendenciosos podem prejudicar injustamente certos grupos, limitando oportunidades de emprego e perpetuando a desigualdade no local de trabalho. Plataformas de atendimento ao cliente baseadas em IA, como chatbots, podem prestar um serviço pior a determinados grupos demográficos, levando à insatisfação e à perda de negócios.

Impactos nos negócios: o viés nos sistemas de IA pode levar a falhas na tomada de decisões e à redução da rentabilidade. As empresas podem sofrer danos à reputação se os vieses em suas ferramentas de IA se tornarem públicos, o que pode levar à perda da confiança dos clientes e à diminuição da participação no mercado.

Impactos na saúde e segurança: na área da saúde, ferramentas tendenciosas podem levar a diagnósticos incorretos ou planos de tratamento abaixo do ideal para determinados grupos, agravando as disparidades no setor.

Bem-estar psicológico e social: a exposição regular a decisões tendenciosas de IA pode causar estresse e ansiedade nas pessoas afetadas, prejudicando sua saúde mental.

Como reduzir o viés da IA

Abordar e mitigar vieses de modo eficaz em sistemas de IA requer uma abordagem abrangente. Aqui estão algumas estratégias-chave que podem ser empregadas para alcançar resultados justos e equitativos:

Técnicas de pré-processamento de dados: envolvem converter, limpar e equilibrar os dados para reduzir a influência da discriminação antes que os modelos de IA sejam treinados com base neles.

Algoritmos voltados à equidade: esta abordagem incorpora regras e diretrizes para garantir que os resultados gerados pelos modelos de IA sejam justos para todas as pessoas ou grupos envolvidos.

Técnicas de pós-processamento de dados: o pós-processamento de dados ajusta os resultados dos modelos de IA para ajudar a garantir um tratamento justo. Ao contrário do pré-processamento, esta calibragem ocorre após a tomada de decisão. Por exemplo, um grande modelo de linguagem que gera texto pode incluir um rastreador para detectar e filtrar discursos de ódio.

Auditoria e transparência: a supervisão humana é incorporada aos processos para auditar decisões geradas por IA quanto a vieses e imparcialidade. Os desenvolvedores também podem fornecer transparência sobre como os sistemas de IA chegam a conclusões e decidir qual peso atribuir a esses resultados. Essas descobertas são usadas para refinar ainda mais as ferramentas de IA envolvidas.

Esforços colaborativos para reduzir o viés da IA

As empresas que usam soluções de IA empresarial devem abordar o viés da IA de modo cooperativo, envolvendo os principais departamentos. As estratégias essenciais incluem:

A implementação dessas estratégias permite que as organizações trabalhem em prol de sistemas de IA mais equitativos e, ao mesmo tempo, promovam uma cultura inclusiva no local de trabalho.

Novas tendências no desenvolvimento de IA justa

Têm surgido várias tendências que visam tornar a IA mais justa e equitativa:

XAI (IA explicável): há uma demanda crescente por transparência nos processos decisórios de IA. A IA explicável tem como objetivo tornar o trabalho dos sistemas de IA compreensível para os usuários, ajudando-os a entender como as decisões são tomadas e garantindo a responsabilização.

Design centrado no usuário: o desenvolvimento de IA está cada vez mais focado nas necessidades e perspectivas do usuário, garantindo que os sistemas sejam projetados com a inclusão em mente. Esta tendência incentiva o feedback de diversos grupos de usuários para embasar o processo de desenvolvimento.

Engajamento da comunidade: as empresas estão começando a se envolver com as comunidades impactadas por sistemas de IA para coletar informações e feedback, ajudando a garantir que o processo de desenvolvimento considere as necessidades e preocupações de diversos stakeholders.

Uso de dados sintéticos: para lidar com a escassez e o viés dos dados, as empresas estão explorando o uso de dados sintéticos para engrandecer os conjuntos de treinamento. Esta abordagem permite a criação de diversos conjuntos de dados sem comprometer a privacidade.

Equidade desde a concepção: esta abordagem proativa integra considerações de imparcialidade ao ciclo de vida de desenvolvimento de IA desde o início, em vez de deixá-las para depois, incluindo o desenvolvimento de algoritmos justos e a realização de avaliações de impacto na fase de design.

Trabalhar em conjunto por meio dessas abordagens pode reduzir significativamente o viés da IA, garantindo que as tecnologias de IA sirvam ao bem mais amplo e beneficiem todos os segmentos da sociedade de modo equitativo.

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