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Turbinas eólicas no oceano

O que é a gestão de carbono?

A gestão de carbono é o processo de medir e reportar a pegada de carbono—e estabelecer uma linha de base para a redução das emissões de carbono.

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Porque é importante a gestão do carbono?

Sustentabilidade ambiental significa utilizar os recursos atuais do nosso planeta sem comprometer o bem-estar das gerações futuras. A gestão do carbono é uma forma de transformar esse ideal em realidade. Ao monitorizar as emissões, as empresas podem dar um importante primeiro passo para reduzir a sua pegada de carbono, ao mesmo tempo que melhoram a eficiência energética e mantêm o delicado equilíbrio dos ecossistemas do nosso planeta.

Isso não é apenas o correto a fazer—também é bom para os negócios. As alterações climáticas representam um grande risco para todos os aspetos da nossa vida, trabalho e negócios. Desestabiliza os mercados, perturba as cadeias de abastecimento e põe em risco vidas e meios de subsistência em todo o mundo. Com uma abordagem cuidadosa à gestão das emissões de carbono, as empresas podem mitigar estes riscos enquanto mantêm a conformidade com regulamentos globais mais rigorosos, incluindo requisitos obrigatórios de reporte no Reino Unido e na União Europeia.

Uma gestão eficaz do carbono também oferece uma oportunidade para conquistar a lealdade de um número crescente de consumidores ambientalmente conscientes—ajudando a garantir a saúde a longo prazo do negócio.

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O que é uma pegada de carbono e porque é que importa?

Uma pegada de carbono é a quantidade total de gases com efeito de estufa libertados para a atmosfera por qualquer atividade, expressa em toneladas equivalentes de dióxido de carbono (CO2). Praticamente todas as pessoas e tudo deixam uma pegada de carbono—including pessoas, animais de estimação, produtos, empresas, cidades e países.

Uma grande parte das emissões de carbono do nosso planeta provém da produção e distribuição de bens e serviços. Ao medir o impacto destas e de outras atividades, as empresas podem reduzir as emissões, melhorar a eficiência e conceber produtos que promovam uma maior sustentabilidade.

Então, como podem as empresas começar? O primeiro passo para uma gestão eficaz do carbono é compreender os diferentes tipos de emissões de gases com efeito de estufa, que podem ser categorizados em três âmbitos.

Definição
Exemplos
Âmbito 1
Emissões diretas de gases com efeito de estufa provenientes de fontes detidas ou controladas por uma empresa
  • Combustão de combustível no local
  • Viaturas da empresa
  • Reações químicas durante processos de fabrico ou produção
Âmbito 2
Emissões indiretas provenientes do consumo de eletricidade, vapor, aquecimento e arrefecimento adquiridos
  • Eletricidade utilizada em edifícios de escritórios
  • Energia consumida pelos sistemas de aquecimento, ventilação e ar condicionado (AVAC)
  • Energia para funcionamento de servidores e centros de dados
Âmbito 3
Todas as outras emissões indiretas que ocorrem na cadeia de valor
  • Bens e serviços adquiridos
  • Viagens de negócios
  • Deslocação dos colaboradores
  • Geração de resíduos

Como calcular a sua pegada de carbono

Calcular a pegada de carbono requer medir a quantidade total de emissões de gases com efeito de estufa (GEE) emitidas como resultado de qualquer atividade. Aqui estão alguns dos métodos de cálculo mais comuns, cada um com as suas próprias vantagens e desvantagens. (Estes métodos estão alinhados com o Protocolo GEE, o quadro internacional mais utilizado para o cálculo de emissões.)

Método específico do fornecedor

Como funciona:

Calcula as emissões com base nos dados fornecidos pelos fornecedores, tendo em conta as emissões associadas a bens e serviços adquiridos para uma visão abrangente das emissões do Escopo 3

Vantagens

Contras

Método da média dos dados

Como funciona:

Estima as emissões de GEE utilizando fatores de emissão médios do setor para tipos específicos de bens e serviços

Vantagens

Contras

Método baseado em despesas

Como funciona:

Estima as emissões de GEE com base no valor económico dos bens e serviços, multiplicando pelos fatores médios de emissão do setor

Vantagens

Contras

Método híbrido

Como funciona:

Combina dados de atividade específicos do fornecedor com dados secundários para preencher as lacunas

Vantagens

Contras

As implicações empresariais da gestão das emissões de carbono

A gestão eficaz das emissões de carbono consiste em aproveitar oportunidades, gerir riscos e construir um futuro sustentável. Eis como a medição e o reporte das emissões de carbono podem impactar as empresas de formas práticas e significativas:

Sete dicas para começar a gerir as emissões de carbono

Reconhece a necessidade. Compreende os benefícios. Agora veja como pode tomar medidas concretas. Aqui estão sete coisas que pode fazer para iniciar os esforços de gestão de carbono da sua empresa. (Tenha em mente que algumas destas dicas podem não se aplicar a todos os negócios. Recomendamos que se concentre nas práticas e processos que estejam alinhados com as prioridades da sua organização.

  1. Identifique os principais fatores que contribuem para as emissões de carbono
    Uma das suas primeiras prioridades é recolher dados sobre o consumo de energia, transporte, resíduos e outras atividades relevantes. Uma auditoria de carbono abrangente fornecerá uma base clara e identificará potenciais áreas de melhoria.
  2. Defina objetivos claros e alcançáveis
    Os seus objetivos devem ser específicos, mensuráveis e com prazos definidos. Devem estar alinhados com objetivos mais amplos de sustentabilidade, como alcançar emissões líquidas zero até um determinado ano. E devem fornecer orientação e motivar a sua equipa a trabalhar em prol de um objetivo comum.
  3. Trate o carbono como dinheiro
    Pense nas emissões de carbono como um recurso valioso—tal como o dinheiro—que necessita de uma gestão cuidadosa. Ao atribuir um custo às emissões de carbono, seja através da fixação de um preço interno do carbono ou acompanhando o impacto financeiro das emissões, pode incentivar uma maior eficiência e responsabilidade em todos os aspetos do negócio.
  4. Incorpore a sustentabilidade nos seus processos empresariais
    Inclua a gestão de carbono nas suas operações diárias, considerando o impacto ambiental de cada decisão — desde a aquisição até ao design do produto e à gestão da cadeia de abastecimento. Dessa forma, a sua empresa pode melhorar continuamente o seu desempenho ambiental e adaptar-se às mudanças nas regulamentações e expectativas do mercado.
  5. Certifique a sua utilização de energia renovável
    Certificar a sua utilização de energia renovável, como solar, eólica, hídrica e geotérmica, pode reduzir significativamente as suas emissões reportadas. Aqui estão algumas formas de obter certificação:
    - Nos Estados Unidos, os Créditos de Energia Renovável (RECs) irão corresponder ao seu consumo de energia com geração renovável.
    - No Reino Unido, as Garantias de Origem de Energia Renovável (REGO) certificam que a sua energia provém de fontes 100% renováveis.
    - A RE100 é uma iniciativa para empresas comprometidas em obter 100% da sua eletricidade a partir de fontes renováveis.
  6. Transforme a reciclagem numa estratégia de aquisição
    Minimize o desperdício comprando bens reciclados ou usados e alugando equipamentos de escritório. Incentive um modelo de negócio circular onde os itens são reparados e mantidos em vez de substituídos. Cada item desviado do aterro contribui para reduzir as suas emissões totais.
  7. Torne-o um esforço de equipa
    Pode criar um sentido de responsabilidade partilhada ao envolver colaboradores, clientes e fornecedores nas suas iniciativas de gestão de carbono. Promova uma cultura de sustentabilidade, oferecendo formação e recursos à sua equipa. Mantenha-os informados sobre o seu progresso e conquistas.

O que é software de gestão de carbono?

Software de gestão de carbono oferece ferramentas especializadas para o ajudar a medir, gerir e reduzir as suas emissões de carbono. Quando integrado com os seus sistemas, processos e fontes de dados existentes, uma solução de software pode fornecer uma visão abrangente da sua pegada de carbono. Aqui estão apenas algumas das coisas que o software de emissões de carbono pode ajudar a fazer:

O futuro da gestão do carbono

À medida que a crise climática continua a evoluir, a gestão do carbono assume um papel cada vez mais crítico na estratégia e nas operações empresariais, e a crise climática continua a evoluir rapidamente. Mas uma coisa é clara: as tecnologias emergentes terão um papel fundamental em ajudar as empresas a encontrar o caminho certo para avançar. Aqui estão algumas tendências a ter em conta:

Adotar um registo verde

Semelhante a um livro de registos financeiros, um livro de registos verde fornece um registo transparente e detalhado de todas as atividades relacionadas com a sustentabilidade na sua organização—tornando mais fácil para a sua empresa tratar o carbono como dinheiro. Para ser eficaz, um registo verde deve ser continuamente atualizado com dados em tempo real provenientes de várias fontes em toda a empresa, de modo a proporcionar total transparência e responsabilidade de forma contínua.

Colocar a IA e outras tecnologias a trabalhar

Tecnologias como a inteligência artificial (IA), o machine learning e a Internet das Coisas (IoT) já são ferramentas essenciais na luta contra as alterações climáticas. Dispositivos IoT com sensores inteligentes podem monitorizar as emissões em tempo real. A inteligência artificial e o machine learning podem utilizar esses dados para automatizar relatórios, identificar ineficiências e prever emissões futuras com base em análises preditivas. Embora estas tecnologias consumam uma grande quantidade de energia e possam contribuir para a pegada de carbono da sua empresa, podem ser um benefício líquido para a redução das emissões de carbono quando implementadas de forma cuidadosa. Também vale a pena notar que a IA se tornará mais autónoma nos próximos meses e anos, pelo que pode esperar que os papéis e contributos das ferramentas de IA se expandam e evoluam significativamente.

Tornar a transparência uma prioridade máxima

Os consumidores, investidores e entidades reguladoras esperam informações detalhadas e precisas sobre a pegada de carbono de uma empresa. Isto provavelmente significará equipar o software de emissões de carbono com melhores ferramentas de visualização de dados e formatos de relatório mais acessíveis, tornando mais fácil para as partes interessadas compreenderem e confiarem nos dados reportados.

Integração com objetivos mais amplos de sustentabilidade

À medida que avançamos, a gestão do carbono deve tornar-se mais profundamente integrada nos objetivos ambientais, sociais e de governação (ESG) de muitas empresas. Isso significa focar não só na redução das emissões de carbono, mas também na promoção da equidade social, da biodiversidade e da conservação dos recursos. Com esta abordagem mais holística, a gestão do carbono passa a fazer parte de uma estratégia abrangente de sustentabilidade que aborda uma vasta gama de desafios ambientais e sociais.

Apostar na colaboração e parcerias

A colaboração entre empresas, governos e organizações sem fins lucrativos é fundamental para o avanço da gestão do carbono. As parcerias podem conduzir à partilha de conhecimentos, recursos e soluções que impulsionam o progresso coletivo. As coligações específicas do setor, como a Catena-X, e as parcerias público-privadas, continuarão a desempenhar um papel importante na gestão das emissões de carbono.

Aproveitar incentivos financeiros e financiamento verde

Um número crescente de governos e instituições financeiras está a criar mecanismos como créditos de carbono, obrigações verdes e empréstimos ligados à sustentabilidade para apoiar as empresas nos seus esforços de redução de carbono. Estes instrumentos financeiros fornecem capital para as empresas investirem em tecnologias e práticas sustentáveis.

Regulamentações em evolução e normas globais

À medida que a urgência de combater as alterações climáticas aumenta, as empresas devem cumprir e adaptar-se a regulamentos de sustentabilidade em rápida evolução, como o CSRD e o CBAM da UE, e a normas, como o ISSB e o Protocolo GEE. Este aumento de transparência e responsabilidade pode ajudar a reduzir as emissões e acelerar o progresso em direção aos objetivos climáticos

Foco na neutralidade carbónica e remoção de carbono

Para muitas empresas, o objetivo a longo prazo é alcançar emissões líquidas zero ou até mesmo tornar-se carbono-negativas. Isso envolverá não só a redução das emissões, mas também o investimento em tecnologias e projetos de remoção de carbono que capturam e armazenam CO₂ da atmosfera. Inovações na captura e armazenamento de carbono (CAC) e soluções naturais como a reflorestação podem desempenhar um papel nesses esforços.

À medida que mais empresas passam a dar prioridade à gestão do carbono, muitos elementos entrarão em jogo: inovações tecnológicas, novas regulamentações e expectativas de mercado em evolução. Antecipando-se e adaptando-se a essas dinâmicas, pode reduzir tanto a sua pegada de carbono como as suas despesas operacionais. É assim que pode responder à crescente procura por práticas empresariais mais responsáveis do ponto de vista ambiental—e liderar o caminho para um futuro mais sustentável.

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