O que é o Autonomous Enterprise para o setor de telecomunicações?
Entenda o Autonomous Enterprise para o setor de telecomunicações, o que é, como é desenvolvido na plataforma de IA da SAP e quais resultados as empresas de telecomunicações já estão alcançando.
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O setor de telecomunicações está entrando em uma nova era. A IA não está mais restrita a casos de uso isolados ou à automação departamental. Em vez disso, ela está sendo incorporada a toda a empresa, conectando redes, operações, finanças, cadeias de suprimentos, execução de projetos, gestão de ativos e relacionamento com clientes.
O Autonomous Enterprise para o setor de telecomunicações descreve uma nova maneira de administrar uma empresa de telecomunicações, na qual agentes de IA coordenam diferentes funções de negócio em tempo real e a organização atua como um único sistema conectado à medida que as condições mudam. Para um setor que gerencia bilhões de transações, ecossistemas complexos de parceiros, grandes investimentos em infraestrutura e uma pressão crescente para monetizar o 5G e os serviços digitais, essa mudança não é incremental. É estrutural.
As pressões que estão transformando o setor de telecomunicações
Os líderes do setor de telecomunicações estão enfrentando um conjunto de pressões que convergiram mais rapidamente do que os modelos operacionais tradicionais conseguem absorver.
A demanda por conectividade continua crescendo, mas a monetização permanece um desafio. As tecnologias e os serviços móveis contribuíram com US$ 7,6 trilhões para a economia global em 2025 e devem contribuir com US$ 11,3 trilhões até 2030, à medida que o 5G, a IA e a transformação digital avançam. Ao mesmo tempo, 45% das operadoras de telecomunicações identificam a monetização da IA como uma prioridade estratégica, destacando o foco de todo o setor na criação de novas fontes de receita, em vez de depender exclusivamente de ganhos de eficiência1.
A implementação do 5G está criando oportunidades comerciais significativas, mas também exige uma agilidade operacional sem precedentes. Até 2030, a GSMA prevê que 80% das conexões móveis globais usarão 5G, exigindo que as operadoras modernizem seus ambientes tecnológicos e, ao mesmo tempo, os expandam1.
As expectativas dos clientes também estão evoluindo com a mesma rapidez. Uma pesquisa da PwC constatou que 70% dos executivos acreditam que as expectativas dos clientes estão mudando mais rapidamente do que suas organizações conseguem se adaptar, enquanto 29% dos consumidores afirmam ter deixado de usar uma marca devido a uma experiência ruim do cliente2. Em mercados altamente competitivos, a experiência do cliente está se tornando tão importante quanto o desempenho da rede.
Enquanto isso, as operadoras continuam investindo pesadamente na infraestrutura do futuro. Espera-se que as operadoras móveis gastem mais de US$ 1,3 trilhão em infraestrutura de rede entre 2024 e 2030, exercendo uma enorme pressão sobre as organizações para melhorar a eficiência de capital e maximizar o retorno sobre o investimento3 6.
O resultado é um ambiente de negócios em que o desempenho da rede, a satisfação do cliente, a execução de projetos, a utilização de ativos, a eficiência operacional e o desempenho financeiro estão cada vez mais interconectados. A automação legada pode otimizar tarefas individuais. O Autonomous Enterprise conecta todo o sistema.
O que torna uma empresa autônoma?
Uma empresa autônoma vai além da automação tradicional. Ela combina assistentes de IA, agentes de IA, processos de negócio e dados corporativos em um modelo operacional capaz de detectar, raciocinar, agir e se adaptar em tempo real.
Uma pesquisa realizada pela Ericsson com provedores de serviços de comunicação constatou que líderes de telecomunicações esperam que operações habilitadas por IA proporcionem reduções de 5% a 10% nos custos operacionais de rede e TI, além de melhorar a qualidade e a capacidade de resposta dos serviços.4
Três características diferenciam uma empresa autônoma de uma organização profundamente automatizada.
Primeiro, a empresa consegue responder antes que as equipes precisem se reunir. Quando ocorre uma falha na rede, surge um problema na cadeia de suprimentos ou aparece uma contestação de cobrança, os agentes de IA podem coordenar respostas entre os sistemas em tempo real, em vez de esperar por uma intervenção manual.
Segundo, as pessoas se concentram no trabalho que exige julgamento humano. Atividades rotineiras, como processamento de faturas, previsão, programação de manutenção, relatórios de projetos, resolução de contestações e administração de serviços, tornam-se cada vez mais automatizadas, permitindo que os funcionários se concentrem em inovação, relacionamento com clientes e tomada de decisões estratégicas.
Terceiro, velocidade e governança operam em conjunto. Cada ação baseada em IA permanece transparente, rastreável, auditável e alinhada às políticas de negócios e aos requisitos regulatórios.
Como isso funciona em toda a cadeia de valor de telecomunicações
O Autonomous Enterprise para o setor de telecomunicações abrange quatro domínios essenciais de valor: Planejar, construir e operar; Adquirir e reter; Atender e entregar; e Faturar e liquidar.
A necessidade dessa abordagem conectada continua aumentando. A Nokia prevê um crescimento substancial no volume e na complexidade do tráfego de rede ao longo da próxima década, impulsionado pela demanda dos consumidores, pela digitalização das empresas, pelas implementações de IoT e pelos padrões de tráfego gerados por IA[5]. À medida que as redes se tornam mais distribuídas e os portfólios de serviços mais complexos, processos desconectados criam gargalos operacionais que os sistemas autônomos podem ajudar a eliminar.
A IA pode apoiar o planejamento e as operações de rede, personalizar o relacionamento com clientes, simplificar a execução da cadeia de suprimentos, otimizar processos de atendimento e entrega, automatizar atividades de gestão de receitas e melhorar o desempenho financeiro. No entanto, para os provedores de serviços de telecomunicações, as maiores oportunidades podem estar em duas áreas que ocupam uma posição central no setor: gestão de ativos e execução de projetos.
Autonomous Asset Management: transformando a infraestrutura de rede em um sistema inteligente
Os provedores de serviços de telecomunicações operam alguns dos ambientes de ativos mais complexos do mundo. As redes são compostas por torres, rotas de fibra, equipamentos de rádio, antenas, sistemas de energia, infraestrutura de borda, data centers, veículos e equipamentos nas instalações dos clientes que precisam ser planejados, implementados, mantidos, atualizados e, por fim, retirados de operação.
Historicamente, a gestão desses ativos envolveu sistemas fragmentados, coordenação manual, práticas de manutenção reativas e fluxos de trabalho desconectados entre operações, finanças, aquisição e serviços de campo. O Autonomous Asset Management transforma esse modelo ao conectar sinais operacionais, histórico de manutenção, disponibilidade de estoque, informações sobre a força de trabalho e dados financeiros em um sistema de aprendizado contínuo.
Em vez de esperar que os equipamentos apresentem falhas, os agentes de IA podem analisar padrões de desempenho em toda a rede, identificar riscos emergentes, avaliar possíveis impactos nos negócios e coordenar automaticamente ações preventivas. As atividades de manutenção podem ser planejadas de forma proativa, os técnicos podem ser programados com base em suas habilidades e disponibilidade, as peças necessárias podem ser reservadas antes do deslocamento e as ordens de serviço podem ser geradas e acompanhadas com o mínimo de intervenção manual.
As operações de campo também se tornam mais inteligentes. Em vez de depender de programações estáticas e de várias ferramentas desconectadas, os técnicos trabalham em fluxos de trabalho com assistência de IA que priorizam as atividades com base no impacto na rede, otimizam as rotas de deslocamento, fornecem históricos detalhados dos ativos e se adaptam continuamente à medida que as condições mudam ao longo do dia.
Com o tempo, isso cria um ciclo contínuo de inteligência de ativos, no qual os ativos de rede geram dados operacionais, a IA avalia esses dados em tempo real, os riscos são identificados automaticamente, os planos de manutenção evoluem dinamicamente, o estoque é reposicionado de forma proativa e os impactos financeiros são refletidos em toda a empresa. A rede se torna mais do que uma infraestrutura física. Ela se torna um sistema inteligente capaz de ajudar as operadoras a melhorar a confiabilidade, controlar custos e maximizar o desempenho dos ativos durante todo o ciclo de vida.
Autonomous Project Delivery: reestruturando a forma como as empresas de telecomunicações constroem redes
O setor de telecomunicações também é um dos setores mais intensivos em projetos do mundo.
Seja na implementação de fibra até a residência, na modernização da infraestrutura de rádio, na expansão de data centers, na construção de torres, no lançamento de serviços 5G ou na criação de recursos de computação de borda, as operadoras dependem de programas de capital complexos que exigem coordenação entre engenharia, aquisição, finanças, operações, fornecedores, prestadores de serviços e partes interessadas regulatórias.
As abordagens tradicionais de gestão de projetos muitas vezes têm dificuldade para acompanhar a escala e a complexidade dessas iniciativas. A entrega autônoma de projetos introduz a IA diretamente no planejamento, na execução e na gestão de projetos, ajudando as organizações a passar da coordenação manual para a orquestração inteligente.
Os agentes de IA podem monitorar continuamente cronogramas, orçamentos, disponibilidade da força de trabalho, atividades de aquisição, desempenho de prestadores de serviços, entregas de materiais e marcos do projeto. Em vez de depender de atualizações periódicas de status, as equipes de projeto recebem insights proativos sobre riscos emergentes, possíveis atrasos, restrições de recursos e desvios orçamentários antes que afetem os resultados da entrega.
À medida que os projetos avançam, a IA pode ajudar na alocação de recursos, na coordenação de prestadores de serviços, no planejamento de aquisição, na previsão de cronogramas, na resolução de problemas, nos relatórios de projetos e na gestão financeira. Isso permite que as equipes de projeto passem menos tempo coletando informações e mais tempo tomando decisões fundamentadas.
O valor se torna especialmente significativo porque telecomunicações continua sendo um dos setores que exigem mais capital em todo o mundo. As operadoras precisam equilibrar continuamente os investimentos em infraestrutura com a lucratividade, garantindo, ao mesmo tempo, que novos recursos de rede cheguem rapidamente ao mercado. A execução autônoma de projetos ajuda a acelerar a execução, melhorar a eficiência de capital, aumentar a visibilidade do portfólio e reduzir o tempo entre o investimento e a realização de valor3 6.
O maior benefício surge quando a execução de projetos e a gestão de ativos operam em conjunto. Uma implementação de fibra, a construção de uma torre ou um programa de modernização de rede não termina quando a construção é concluída. Os ativos recém-implementados precisam ser capitalizados, documentados, monitorados, mantidos, otimizados e, por fim, renovados. Ao conectar diretamente a execução de projetos à gestão do ciclo de vida dos ativos, as operadoras criam um fluxo digital contínuo que vai do planejamento e da construção às operações contínuas. Isso elimina atrasos nas transições, melhora a qualidade dos dados e possibilita uma abordagem mais integrada à gestão dos investimentos em infraestrutura.
Joule: um único espaço de trabalho para toda a empresa
No centro da experiência do Autonomous Enterprise está o Joule, a camada de interação de IA da SAP que reúne dados, fluxos de trabalho e agentes nos sistemas SAP e de terceiros.
Engenheiros de rede, técnicos de serviços de campo, gerentes de projeto, representantes de atendimento ao cliente, equipes de finanças, especialistas em aquisição e líderes de operações não precisam mais navegar por aplicativos desconectados para concluir seu trabalho. Em vez disso, eles podem acessar contexto de negócios, insights, recomendações e ações conduzidas por agentes por meio de uma única experiência.
Disponível por meio de interações de texto e voz em dispositivos desktop e móveis, o Joule ajuda a conectar pessoas, processos e agentes de IA para que o trabalho possa avançar com mais eficiência em toda a empresa.
O que as principais empresas de telecomunicações já estão alcançando
Organizações de todo o setor de telecomunicações já estão obtendo benefícios mensuráveis com a automação inteligente e os modelos operacionais habilitados por IA.
A Deutsche Telekom alcançou uma redução de 12% no quadro de funcionários em relação ao ano anterior, ao mesmo tempo que expandiu seus serviços, gerou mais de € 1 milhão em economia operacional por meio do SAP Business Network e do SAP Ariba e alcançou uma taxa de pagamentos pontuais de 96,26%, com 92,4% das faturas processadas sem intervenção manual.
A Telstra reduziu o erro de previsão em 34%, melhorou a disponibilidade de produtos em mais de 600 locais de estoque e reduziu em 16% o tempo de disponibilidade de peças de reposição para a restauração de falhas de rede.
A PLDT gerenciou mais de 2.800 eventos de sourcing, avaliados em mais de US$ 630 milhões, enquanto processava US$ 6,4 bilhões em gastos por meio do SAP Business Network.
A Vodafone reduziu os custos operacionais em 20% ao migrar de uma infraestrutura no local para operações baseadas na nuvem.
Esses resultados demonstram que os fundamentos do Autonomous Enterprise já estão gerando valor comercial mensurável em todo o setor de telecomunicações.
O início de um futuro melhor
O Autonomous Enterprise para o setor de telecomunicações não é uma visão do futuro. Os fundamentos já existem.
Ao combinar agentes de IA, dados corporativos unificados, conhecimento especializado do setor, gestão autônoma de ativos, execução autônoma de projetos e governança de nível empresarial, as empresas de telecomunicações podem criar organizações que se adaptam continuamente às mudanças nas condições, mantendo o controle operacional.
Para os líderes de telecomunicações que buscam ir além do gerenciamento da complexidade e começar a transformá-la em vantagem competitiva, o Autonomous Enterprise oferece um modelo operacional fundamentalmente diferente. As redes se tornam mais resilientes. Os projetos de infraestrutura se tornam mais previsíveis. As experiências dos clientes se tornam mais proativas. As oportunidades de receita são identificadas e aproveitadas mais rapidamente. E os colaboradores podem concentrar seu tempo no trabalho que gera mais valor, porque os sistemas inteligentes cuidam de grande parte da coordenação operacional.
O resultado é uma empresa de telecomunicações que opera menos como um conjunto de silos funcionais e mais como uma única empresa inteligente.
Fontes
1 GSMA. The Mobile Economy 2026.
https://www.gsma.com/solutions-and-impact/connectivity-for-good/mobile-economy/
Referência para:
- As tecnologias móveis contribuíram com US$ 7,6 trilhões para a economia global em 2025.
- A contribuição econômica deve chegar a US$ 11,3 trilhões até 2030.
- Espera-se que 80% das conexões móveis globais sejam 5G até 2030.
- 45% dos operadores identificam a monetização de IA como uma prioridade estratégica.
2 PwC. The Future of Customer Experience Is Supply Chain Driven.
https://www.pwc.com/us/en/services/consulting/commercial-excellence/future-customer-experience-is-supply-chain.html
Referência para:
- 70% dos executivos acreditam que as expectativas dos clientes estão mudando mais rapidamente do que suas organizações conseguem se adaptar.
- 29% dos consumidores deixaram de usar uma marca devido a uma experiência ruim.
3 GSMA Intelligence. The Spend of an Era: Mobile Capex to Reach $1.5 Trillion for 2023-2030.
https://www.gsmaintelligence.com/research/the-spend-of-an-era-mobile-capex-to-reach-1-5-trillion-for-2023-2030
Referência para:
- Previsões de investimentos em infraestrutura de operadoras móveis.
- Tendências de modernização de redes e despesas de capital.
4 Ericsson. AI Business Potential for Communications Service Providers.
https://www.ericsson.com/en/reports-and-papers/further-insights/ai-business-potential
Referência para:
· Potenciais reduções de 5% a 10% nos custos operacionais de rede e TI por meio de operações habilitadas por IA.
5 Nokia. Pesquisa sobre tráfego de rede e previsão de conectividade futura.
https://www.nokia.com/asset/213660/
Referência para:
- Aumento da complexidade do tráfego da rede impulsionado por IA, IoT, digitalização empresarial e demanda dos consumidores.
6 TelecomLead. Capex Pressure Mounts on Operators Despite 5G Opportunities.
https://telecomlead.com/5g/capex-pressure-mounts-on-operators-despite-5g-opportunities-120368
Referência para:
- Pressões de investimento do setor e tendências de despesas de capital relacionadas à implementação do 5G e à expansão das redes.
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