Estratégias para a gestão da disrupção da cadeia de suprimentos
A melhor forma de gerenciar disrupções da cadeia de suprimentos é apostar em tecnologia capaz de evitá-las, reduzi-las e superá-las.
default
{}
default
{}
primary
default
{}
secondary
O que é a disrupção da cadeia de suprimentos: definição e impacto potencial da disrupção da cadeia de suprimentos
A interrupção da cadeia de suprimentos é um evento, ou uma série de eventos, que dificultam o fluxo de materiais, serviços ou mercadorias necessários para o funcionamento contínuo de uma empresa, podendo gerar impactos em toda a organização. A disrupção da cadeia de suprimentos pode gerar diversos impactos negativos, como:
- Perda de receitas e aumento de despesas
- Lentidão, paralisações ou gargalos na produção
- Interrupção ou atrasos de logística
- Prejuízo à satisfação do cliente ou a parcerias
- Tensão nas relações com fornecedores e distribuidores
- Aumento do desgaste ou falhas prematuras nos equipamentos
Por que é importante se preparar para a disrupção da cadeia de suprimentos?
Preparar-se para disrupções na cadeia de suprimentos é essencial, pois a gestão da cadeia de suprimentos (SCM) é a base das operações empresariais eficientes. Sem a mitigação adequada, qualquer disrupção da cadeia de suprimentos pode afetar toda a empresa. Atualmente, para a maioria das empresas, as cadeias de suprimentos são globais e interligadas, o que aumenta a sensibilidade a disrupções causadas por fatores internos e externos, como oscilações econômicas, mudanças no comércio e eventos inesperados, incluindo pandemias e desastres naturais.
Para garantir resiliência na cadeia de suprimentos, as empresas precisam adotar uma estratégia proativa de mitigação de disrupções em qualquer escala, apoiada pelas tecnologias adequadas. O propósito dessa estratégia é deixar a cadeia de suprimentos mais leve e rápida para reagir, dando aos líderes de SCM informações e recursos para antecipar e evitar disrupções, quando possível, e reduzir ao máximo o impacto da disrupção imprevisível e inevitável.
Quais são as causas da disrupção da cadeia de suprimentos?
As causas da disrupção da cadeia de suprimentos são variadas, e vale destacar a diferença entre causas internas e externas, já que cada uma requer um tipo de resposta. Juntas, essas respostas compõem uma estratégia completa de gestão de disrupção. Vamos detalhá-las.
Causas internas da disrupção da cadeia de suprimentos: exemplos
Em linhas gerais, as causas internas da disrupção da cadeia de suprimentos são problemas dentro da organização, seus processos ou operações diretas. Entre os exemplos de causas internas da disrupção da cadeia de suprimentos estão:
- Falha de equipamentos
Por exemplo, uma máquina quebra, interrompendo a produção de um componente usado na fase posterior do processo. - Falta de otimização logística
Rotas logísticas mal planejadas tendem a apresentar desempenho abaixo do esperado, atrasando a entrega de materiais essenciais e comprometendo todo o cronograma de produção. - Imprecisão de previsão e planejamento
Cálculos incorretos ou falhas na gestão de estoque podem gerar falta ou excesso de produtos. - Má comunicação com fornecedores
A falha de comunicação com um dos fornecedores deixa a empresa despreparada para a falta de materiais que ele normalmente fornece. Sem uma rede de fornecedores ampla o bastante para reagir rapidamente, a cadeia de suprimentos acaba sendo afetada, a produção desacelera e a empresa perde receita.
Há incontáveis exemplos de causas internas de interrupções da cadeia de suprimentos, mas todos compartilham um mesmo fator: estão, de alguma forma, sob o controle da empresa. Como podem ser previstas, também podem ser evitadas, ou pelo menos controladas antes que causem uma disrupção. O segredo está na transparência e na máxima visibilidade – ou seja, em dados e tecnologia. Este ponto será essencial quando falarmos sobre as estratégias de gestão de disrupção da cadeia de suprimentos.
Causas externas da disrupção da cadeia de suprimentos: exemplos
Alguns exemplos de causas externas da disrupção da cadeia de suprimentos são:
- Mudanças abruptas na demanda de consumo
Uma demanda inesperada de um cliente pode levar a equipe de desenvolvimento a acelerar o lançamento de novos produtos ou recursos de valor agregado, exigindo novos materiais e componentes e, às vezes, gerando escassez. Em casos extremos, a demanda de consumo acaba competindo com a demanda das organizações. Um exemplo claro ocorreu no início da pandemia de COVID-19: a demanda dos consumidores por álcool em gel disparou, afetando o preço e a oferta do produto para empresas que dependiam dele, como restaurantes e hospitais. Curiosamente, muitas destilarias e cervejarias adaptaram suas operações naquele período para produzir álcool em gel, aproveitando seu próprio estoque de álcool. - Mudanças políticas
A disrupção no comércio impacta os padrões de disrupção da cadeia de suprimentos, local e globalmente, de várias formas. Tarifas resultantes de guerras comerciais, políticas isolacionistas ou medidas de protecionismo interno podem mudar completamente as previsões de preços, gerar gargalos na cadeia de suprimentos e até interromper a produção quando componentes essenciais deixam de estar disponíveis para importação e não têm substitutos locais. Mesmo quando os bens ou materiais não são afetados diretamente, a instabilidade no comércio pode causar danos: fornecedores tendem a aumentar preços preventivamente para se proteger da incerteza – e quem acaba absorvendo parte desse custo é a sua cadeia de suprimentos. - Rápidas mudanças demográficas
Alterações rápidas na força de trabalho, seja por decisões políticas ou por eventos extremos, como conflitos armados, também podem gerar disrupção na cadeia de suprimentos. Por exemplo, quando há escassez de mão de obra, a produtividade dos fornecedores diminui e isso, com o tempo, pode levar à falta de alguns materiais. A escassez de técnicos qualificados de manutenção acelera o desgaste dos equipamentos e aumenta a pressão sobre a equipe de compras para buscar substituições. - Escassez súbita de energia e matérias-primas
Instabilidades regionais, mudanças climáticas ou fenômenos naturais inesperados podem comprometer o acesso a recursos e fontes de energia essenciais, muitas vezes impossíveis de substituir. Por exemplo, são poucos os países que detêm grandes reservas de metais do grupo da platina (PGMs). Se um desses países for gravemente impactado por uma guerra e não conseguir manter o ritmo de extração e transporte, as indústrias que dependem desses materiais dificilmente conseguirão evitar a disrupção na cadeia de suprimentos. Mesmo com a agricultura hoje menos vulnerável ao clima e mais protegida contra doenças em plantações e rebanhos, uma seca intensa ou uma gripe animal podem reduzir drasticamente a oferta e provocar escassez e alta nos preços. Do mesmo modo, alguns tipos de energia e produtos seguem rotas logísticas muito rígidas, fáceis de interromper e difíceis de redirecionar. Quando um gasoduto é danificado ou uma rota marítima é bloqueada, as empresas têm duas opções: pagar mais caro para garantir o abastecimento por outra via ou agir rapidamente para mudar para um fornecedor cuja logística não tenha sido comprometida.
O que tem causado disrupções na cadeia de suprimentos nos últimos anos?
Esses poucos exemplos provavelmente soam familiares, afinal, todos vimos de perto o impacto devastador da disrupção da cadeia de suprimentos.
Um surto recente de gripe aviária provocou uma falta temporária de ovos nos Estados Unidos, gerando frustração entre os consumidores, alta nos preços e disrupção nas cadeias de suprimentos de diversos setores, como restaurantes, padarias e indústrias alimentícias.
Quando o mundo começava a se recuperar da disrupção global da cadeia de suprimentos provocada pela pandemia de COVID-19, a guerra entre Rússia e Ucrânia deu início a uma nova onda de disrupção. Esse único evento gerou uma combinação de fatores: sanções contra a Rússia, grande fornecedora de energia e recursos naturais; colapso da produtividade na Ucrânia, outro importante fornecedor global; destruição de parte da infraestrutura energética; bloqueios temporários no Mar Negro, que atrasaram o transporte de grãos e outros produtos agrícolas essenciais; forte impacto demográfico que reduziu a força de trabalho e a produtividade de fornecedores; e, por fim, uma verdadeira reconfiguração da logística global de comércio. Ainda é difícil medir com precisão o impacto de longo prazo da disrupção da cadeia de suprimentos provocada por essa guerra.
É difícil prever os riscos da disrupção da cadeia de suprimentos
Dois pontos principais se destacam nesses exemplos de disrupção da cadeia de suprimentos:
- Não é preciso usar análises sofisticadas para perceber que certos riscos de disrupção da cadeia de suprimentos são inevitáveis, e muitos não podem ser previstos. Poucas pessoas esperavam que uma pandemia fosse acontecer e quase ninguém podia prever com exatidão o impacto da disrupção da cadeia de suprimentos provocada pela guerra entre Rússia e Ucrânia, mesmo depois de seu início.
- No cenário global de hoje, cada vez mais conectado e instável, só tecnologias e estratégias sofisticadas permitem enfrentar e reduzir os impactos da disrupção da cadeia de suprimentos. Na prática, uma boa estratégia de gestão da disrupção na cadeia de suprimentos precisa equilibrar a antecipação e a redução de riscos, enquanto fortalece de forma proativa a resiliência da cadeia e sua capacidade de se adaptar a novos desafios.
Como evitar a disrupção da cadeia de suprimentos – ou preparar-se para o que você não pode evitar
A gestão da disrupção da cadeia de suprimentos se apoia em dois pilares da gestão de riscos: prevenção, para tentar evitar a disrupção, e mitigação, para reduzir seu impacto quando ela acontece. Ambas exigem liderança, estratégia proativa e tecnologia.
Como vimos, os riscos de disrupção que podem ser evitados geralmente surgem de falhas humanas ou da falta de visibilidade sobre processos, principalmente em disrupções internas. A solução: Equipamentos e softwares de monitoramento mais modernos, gestão de estoque digital, previsões e planos guiados por dados, insights em tempo real e análises com apoio de IA – em resumo, ferramentas que trazem transparência e visibilidade completa de toda a cadeia. Mesmo o analista ou gestor de SCM mais experiente pode alcançar melhores resultados com as ferramentas certas.
A peça que completa esse quebra-cabeça é a resiliência da cadeia de suprimentos – a habilidade de se recompor após uma disrupção, se adaptar e reduzir ao máximo os danos causados por eventos que não puderam ser evitados ou antecipados. Este é um ponto essencial: não há como eliminar totalmente a incerteza, por isso os gestores de cadeia de suprimentos devem agir de forma proativa e se preparar para uma eventual disrupção. Isso não quer dizer escolher entre o modelo de estoque just-in-case (JIC), que mantém reservas, e o just-in-time (JIT), que trabalha com o mínimo necessário. Desenvolver uma cadeia de suprimentos resiliente significa:
- Cultivar uma rede de cadeia de suprimentos ampla o suficiente para possibilitar a troca rápida de fornecedores sempre que necessário.
- Conectar e otimizar os processos da cadeia de suprimentos, alinhando a gestão financeira ao planejamento da cadeia para responder com agilidade à disrupção.
- Digitalizar o maior número possível de etapas da cadeia de suprimentos e adotar sensores e rastreadores IoT para oferecer a visibilidade total aos tomadores de decisão no momento de definir ou ajustar estratégias da cadeia.
- Adotar tecnologias sofisticadas que aumentem o tempo de reação e apoiem os profissionais da cadeia de suprimentos em cada tarefa, com insights baseados em dados, análises em tempo real, automação eficiente, previsões com IA e outros benefícios.
- Unir dados operacionais, de sustentabilidade e de negócios em tempo real, garantindo que toda decisão na cadeia de suprimentos seja baseada em informações corretas e atualizadas, com total compreensão do contexto empresarial.
Se tornar sua cadeia de suprimentos à prova de disrupção parece algo complicado, é porque de fato é. Mas nunca houve tantas ferramentas poderosas para lidar com isso. Por isso, usar tecnologia já não é um diferencial competitivo – é o alicerce de uma cadeia de suprimentos resiliente.
produto SAP
SAP Supply Chain Management
Descubra soluções SCM eficazes e comprovadas na prática para criar uma cadeia de suprimentos resiliente.
Como a tecnologia pode ajudar a evitar e reduzir a disrupção da cadeia de suprimentos: 10 dicas para desenvolver resiliência
Dada a complexidade e a interconexão das cadeias globais de suprimentos, mantê-las resilientes não é uma tarefa simples. Diante da constante e real ameaça de disrupção da cadeia de suprimentos, somada à incerteza e aos riscos, os profissionais da área recorrem cada vez mais à tecnologia em busca de apoio. Aqui estão dez dicas práticas e acionáveis para ajudar a colocar a tecnologia em uso e criar uma cadeia de suprimentos resiliente:
Dica 1: Avalie os riscos e a visibilidade atuais de sua cadeia de suprimentos.
Faça uma auditoria rigorosa de seus processos, workflows e ativos atuais. Mapeie as funções, workflows e fluxos de pedidos e mercadorias em toda a sua cadeia de suprimentos, de ponta a ponta, começando com os produtores e fornecedores de matérias-primas e indo até os fabricantes, expedidores, distribuidores, profissionais de vendas e marketing e, finalmente, os próprios clientes. Em seguida, faça uma avaliação honesta sobre a visibilidade e o controle que você realmente tem sobre a sua cadeia de suprimentos:
Identifique todas as fontes de dados: existem sensores IoT ou outro equipamento de monitoramento que gera dados? Você usa atualmente um software SCM para reunir e usar os dados? Você tem uma interface de dashboard conveniente que permite ver esses dados em um só lugar, ou eles são fragmentados em uma colcha de retalhos de sistemas legados com visibilidade limitada? As ferramentas de planejamento de negócios estão integradas com sua cadeia de suprimentos digital? A recuperação e a geração de informações são automatizadas ou você precisa buscar os insights constantemente por conta própria?
Examine seus processos de gestão de riscos e estoques: diante da disrupção mais recente com que você teve de lidar, você dispunha das informações que poderiam ter ajudado a antecipá-las ou essas rupturas na cadeia de suprimentos simplesmente surgiram do nada e pegaram você de surpresa?
Fale com seu pessoal: As equipes que avaliam o risco na cadeia de suprimentos têm os insights necessários para fazer previsões precisas de finanças e cadeia de suprimentos? Caso contrário, qual é o obstáculo? Há algum ponto cego ou uma lacuna nos dados? Os dashboards não trazem informações suficientes? Ou os processos e equipes estão estruturados de forma isolada, dificultando a visibilidade de ponta a ponta e a coordenação entre as áreas? Elas têm os algoritmos, recursos de Machine Learning ou mesmo IA (inteligência artificial) certos para tornar o planejamento e a previsão mais precisos?
Analise seus ativos e a logística da cadeia de suprimentos: quanto de supervisão você tem sobre frotas, máquinas de produção, equipamentos automatizados? Você consegue dizer se esses ativos estão operando da maneira mais eficiente e segura? Vocês têm software e hardware para rastrear a logística em tempo real e, se forem detectadas disrupções, existem algoritmos para recalibrar as previsões e cronogramas em tempo real para todos os elementos da cadeia de suprimentos que dependiam dessa logística?
Dica 2: decida como usar a tecnologia na transformação da cadeia de suprimentos
Agora que você já sabe onde está, é o momento de decidir para onde vai. Considere os elos fracos e os pontos cegos que você descobriu e pense em quais ferramentas e quais mudanças nos processos podem eliminá-los.
Segue uma lista geral das tecnologias que podem ser necessárias:
- Para garantir visibilidade de ponta a ponta: sensores e rastreadores IoT, recursos de inspeção visual assistida por IA, ferramentas analíticas baseadas em dados com dashboards informativos e integração entre diversas fontes de informação, além de uma infraestrutura robusta de nuvem de dados de SCM que forneça dados limpos e governados para impulsionar análises e possibilitar inteligência em tempo real.
- Para previsões precisas e planejamento da cadeia de suprimentos: recursos de computação em nuvem que permitem análises escaláveis e em tempo real de dados relevantes, software de gestão financeira para sincronização com o planejamento e as previsões da cadeia de suprimentos, além de uma base de dados sólida e confiável.
- Para operações otimizadas e preparadas para interrupções: uma poderosa suíte de negócios ou plataforma capaz de conectar e integrar seus aplicativos, dados e inteligência artificial para alcançar mais agilidade e escalabilidade; e um software de gestão de comércio e tributos que automatize as operações fiscais e comerciais – valioso principalmente para as cadeias de suprimentos globais.
- Para planejamento preciso da demanda: aplicativos assistidos por IA que permitem modelagem de simulações, algoritmos de Machine Learning que dão suporte à detecção de demanda.
- Para planejamento e coordenação de processos: uma plataforma integrada de tecnologia de negócios que conecta a gestão da cadeia de suprimentos a outros aspectos da empresa, permitindo a colaboração e eliminando silos.
- Para otimizar os ciclos de vida dos ativos: um software de gestão de ativos corporativos que ofereça visibilidade completa do ciclo de vida por meio de um fio digital unificado, utilize IA para gerar insights e automatizar tarefas, e orquestre a gestão de ativos de ponta a ponta em um processo de loop fechado.
- Para reduzir disrupções inesperadas na cadeia de suprimentos: uma rede extensa de fornecedores que possibilite ajustes rápidos diante da indisponibilidade de parceiros atuais, facilite a colaboração com parceiros comerciais em planejamento, controle de estoque e qualidade, e dê suporte à busca de novos fornecedores conforme surgem novos produtos ou ofertas de valor agregado.
Essa lista está longe de ser completa. Há muitas tecnologias que podem ajudar na gestão da disrupção da cadeia de suprimentos, e as ferramentas ideais dependem das particularidades e dos desafios de sua operação. Mas seja qual for a sua necessidade, há um aplicativo para isso.
Dica 3: Monte a equipe certa para otimizar os processos de gestão da cadeia de suprimentos
Nesta etapa, é importante identificar necessidades e lacunas em habilidades e lideranças que serão necessárias na transformação da sua cadeia de suprimentos. Como parte de uma estratégia sólida de gestão de mudanças, é preciso trazer os membros da equipe de RH para colaborarem com você o quanto antes. Eles podem ajudar a identificar os colaboradores que têm a possibilidade de serem capacitados ou requalificados de maneira mais eficiente. Também estarão em melhor posição para ajudar a criar perfis e descrições de cargos dos novos talentos que podem ser necessários para dar suporte às novas operações e tecnologias. Além disso, vale optar por um software com IA integrada aos processos: recomendações com assistência de IA ou um copiloto baseado em agentes de IA podem ajudar sua equipe a aprender mais rápido e usar o software de forma mais eficiente.
Dica 4: Reduza a dependência e o risco de fornecedores
Uma parte significativa das disrupções nas cadeias de suprimentos começa com os fornecedores dos níveis mais baixos, principalmente quando a distância geográfica contribui para a falta de visibilidade. É claro que as empresas precisam poder contar com seus fornecedores para oferecer volumes confiáveis e a preços consistentes, mas isso é apenas uma parte da gestão de riscos. Os gerentes de cadeias de suprimentos precisam ter total confiança quanto à procedência dos produtos – do sourcing e manuseio de matérias-primas à ética e práticas do local de trabalho dos fornecedores. As cadeias de suprimentos baseadas na nuvem e as ferramentas integradas de processamento corporativo são capazes de conectar uma rede de fornecedores em tempo real. Isso significa que além de as cadeias de suprimentos serem mais transparentes, elas permitem a criação de uma rede de fornecedores mais diversificada – se um deles falhar, outros estarão disponíveis rapidamente.
Dica 5: Otimize sua gestão de estoque
O grande desafio de todo gerente de cadeia de suprimentos é o equilíbrio entre escassez e excesso. No passado, essa era uma tarefa amplamente retrospectiva, na qual os analistas tentavam avaliar as atividades passadas do mercado e dos clientes para prever um equilíbrio ideal de estoque. Hoje, as empresas têm acesso em tempo real a funções analíticas preditivas de dados para criar previsões mais precisas e visibilidade da cadeia de suprimentos. Muitas empresas dispõem de especialistas em previsão da demanda cujos instintos e experiências são inestimáveis. As tecnologias de previsão de demanda e otimização de estoque que usam inteligência artificial (IA), Machine Learning e funções analíticas avançadas podem ampliar os talentos e as habilidades desses especialistas.
Dica 6: Projete em qualquer lugar, produza em qualquer lugar
A dependência de uma ou duas fontes de design e produção contribui para a vulnerabilidade da cadeia de suprimentos. Uma etapa importante no processo de transformação em uma cadeia de suprimentos mais resiliente é o uso de tecnologias inteligentes como IA, Machine Learning e funções analíticas avançadas para ajudar a coordenar uma rede doméstica e global de parceiros de design e produção. A flexibilidade sob demanda em design e produção reduz não só os riscos e vulnerabilidades da cadeia de suprimentos, mas também possibilita que as empresas se conectem a uma rede cada vez maior de designers e produtores ao redor do mundo.
Dica 7: Considere a proximidade para gerenciar as disrupções na cadeia de suprimentos
Hoje, fatores políticos, econômicos, comerciais, regulatórios e ambientais estão tornando algumas das cadeias de suprimentos globais bem-estabelecidas mais difíceis de sustentar. Historicamente, a disparidade econômica entre países como EUA e China significava que simplesmente não era possível concorrer usando sourcing e produção domésticos. O desafio tem sido encontrar maneiras de diminuir as margens de custos até tornar o nearshoring realista. Com o uso de tecnologias inteligentes de cadeia de suprimentos, as empresas podem estimar com mais eficiência e precisão suas necessidades de produção, usar soluções de Internet das Coisas (IoT) para otimizar máquinas e ativos e reduzir significativamente o desperdício. Outras inovações, como a impressão 3D on demand, podem ajudar a reduzir custos com "estoques virtuais". E o acesso a redes flexíveis de design e produção pode aumentar a possibilidade de usar nearshoring para muitas funções importantes da cadeia de suprimentos de nível inferior. Pode não ser uma solução fácil, mas uma única disrupção regional ou global da cadeia de suprimentos pode provar que vale a pena.
Dica 8: Faça a logística flexível trabalhar para você
A gestão de transportes e a logística têm sido a base de todas as cadeias de suprimentos há milhares de anos – bem como uma de suas maiores despesas e vulnerabilidades. As operações logísticas tradicionais são caras e limitadas, já que normalmente são compostas de uma frota própria da empresa ou contratos fixos com um ou mais fornecedores terceirizados de logística. A logística flexível se refere a uma rede de logística on demand que pode ser reduzida ou expandida conforme necessário.
Dica 9: Priorize o planejamento da cadeia de suprimentos
Toda cadeia de suprimentos é composta por funções fundamentais, mas quase sempre isoladas, como:
- Planejamento de vendas e operações (S&OP)
- Previsão e demanda
- Resposta e suprimento
- Reabastecimento baseado na demanda
- Planejamento de estoque
Conectividade na nuvem, tecnologias inteligentes e estratégias eficazes de planejamento da cadeia de suprimentos podem integrar essas funções para ajudar a analisar e aproveitar dados e insights de todo o negócio. Os processos de definição de metas e autoauditoria na "etapa inicial de preparação", mostrada acima, ajudam a desenvolver uma cultura de melhor comunicação e capacidade de resposta em toda a sua cadeia de suprimentos. E as soluções de software que integram essas funções de planejamento do negócio estão no centro da agilidade e da resiliência das cadeias de suprimentos atuais. Tecnologias como IA, Machine Learning, funções analíticas avançadas e IoT se unem para oferecer recursos de planejamento da cadeia de suprimentos avançados e rápidos.
Dica 10: Comece hoje a se preparar para a disrupção da cadeia de suprimentos
Embora a otimização de operações de cadeias de suprimentos que muitas vezes existem há décadas possa parecer uma tarefa assustadora, você não precisa fazer tudo de uma vez. Cada etapa executada rumo a uma cadeia de suprimentos mais estratégica e visível a torna muito mais resiliente. Um bom começo pode ser simplesmente fazer com que os líderes de equipe conversem uns com os outros. Descubra em primeira mão onde estão os problemas mais fáceis de resolver e onde estão as maiores oportunidades de ganhos rápidos sem muito esforço para impulsionar a transformação de sua cadeia de suprimentos. A melhor hora para começar é sempre agora – porque amanhã, você pode acordar com uma nova disrupção da cadeia de suprimentos.
Perguntas frequentes
produto SAP
Prepare-se para a disrupção da cadeia de suprimentos
Descubra ferramentas e estratégias para ajudar você a reduzir ou evitar disrupções na cadeia de suprimentos.