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Grupo de colegas de trabalho em reunião

Melhores práticas de implementação de ERP

A escolha de um sistema de planejamento de recursos empresariais (ERP) é só o começo. Desde a preparação preliminar até a pós-migração, seguir as melhores práticas para a implementação do ERP ajuda as empresas a evitarem armadilhas e a se precaverem de custos e riscos evitáveis.

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Visão geral da implementação de ERP

Quando se trata da implementação de um sistema ERP, a primeira coisa a entender é o significado da sigla ERP: planejamento de recursos empresariais. A maneira mais simples de definir ERP é pensar em todos os processos centrais de negócios necessários para uma empresa funcionar: financeiro, RH, produção, cadeia de suprimentos, serviços, procurement e outros. No nível mais básico, ERP é um software que ajuda a gerenciar com eficiência todos esses processos em um sistema integrado – por isso é frequentemente chamado de sistema de registro da organização.

Sem um sistema ERP implementado com eficiência, as empresas enfrentam muitos processos em silos e sistemas legados que levam a ciclos de relatórios extensos e propensos a erros, acesso limitado a dados em tempo real e nenhuma fonte única e confiável. Por isso, independentemente do tamanho da empresa, líderes empresariais optam por implementar um sistema ERP para ajudá-los a obter vantagem competitiva, otimizar operações e reduzir riscos.

Mas a integração de um sistema ERP aos processos e ao ambiente de TI da empresa pode ser uma tarefa monumental. É importante conhecer os benefícios, as possíveis armadilhas e as melhores práticas de implementação antes de começar.

Benefícios empresariais da implementação de um sistema ERP

São inúmeros os benefícios de implementar um sistema ERP – especialmente um sistema baseado na nuvem – e eles variam de empresa para empresa. Os motivos de uma empresa de serviços profissionais para escolher um sistema ERP, por exemplo, são bem diferentes dos motivos de uma fábrica.

Esses três aspectos positivos da implementação de ERP aplicam-se praticamente a todas as organizações:

Estratégias de implementação de ERP

Quando as empresas pensam em implementações de sistema, geralmente começam considerando os recursos desejados. Mas novos recursos ou tecnologias não são a questão central; o que uma empresa precisa para crescer são processos de negócios modernos que permitam agilidade e capacidade de resposta.

No entanto, os processos existentes tendem a ser inflexíveis, lentos e incapazes de atender às necessidades da empresa. Mesmo quando processos comprovados e com boa relação custo-benefício estão em operação, eles precisam ser atualizados com frequência para atender às necessidades crescentes ou ser aprimorados com novos recursos, tais como IA, IA generativa, agentes de IA e orquestração da cadeia de suprimentos. É importante que esses processos estejam no centro do plano de implementação. Também vale a pena observar que, quanto mais complexa for a empresa, mais abrangente e sofisticada será a abordagem de implementação.

Aqui estão quatro estratégias gerais com as quais empresas de todos os portes podem abordar um projeto de implementação de ERP:

  1. Big Bang: implemente um sistema ou processo em sua totalidade, tudo de uma só vez. Esse método é frequentemente usado ao fazer a transição de um sistema antigo para um novo, em que tudo muda simultaneamente. Embora essa abordagem possa trazer benefícios imediatos e reduzir a necessidade de operações paralelas, também acarreta riscos significativos. Qualquer problema que surja durante a implementação pode ter impactos generalizados, e a mudança repentina pode ser avassaladora para usuários e stakeholders. A abordagem Big Bang é frequentemente escolhida quando as restrições de tempo ou a natureza do projeto tornam a implementação de ERP em fases impraticável.
  2. Rollout em fases: implemente gradualmente um sistema ou processo em fases, geralmente em diferentes departamentos, locais ou grupos de usuários. Esse método permite monitoramento e ajustes cuidadosos em cada fase, reduzindo o risco de disrupção generalizada. Ao distribuir a implementação, as organizações abordam os problemas à medida que surgem e aprendem com cada fase antes de passar para a próxima. Embora seja necessário mais tempo para implementar totalmente o sistema, essa abordagem permite transições mais suaves e maior aceitação do usuário. É especialmente útil em projetos complexos em que a implementação de ERP em larga escala acarreta riscos significativos.
  3. Implementação piloto: apresente um novo sistema, processo ou produto em pequena escala, muitas vezes em um ambiente controlado ou com um grupo de usuários limitado, antes de um rollout em grande escala. O principal objetivo de um piloto é testar a funcionalidade do sistema, identificar possíveis problemas e coletar feedback dos usuários. Essa abordagem permite ajustes e refinamentos antes de uma implementação mais ampla, reduzindo a probabilidade de falha na implementação completa. Um piloto bem-sucedido pode criar confiança entre os stakeholders e servir como prova de conceito para a adoção do ERP em larga escala.
  4. Abordagem híbrida: combine elementos de várias estratégias de implementação, como Big Bang, rollout em fases e implementação piloto para adaptar um plano às necessidades específicas do projeto. Por exemplo, uma organização pode usar rollout em fases para funções centrais e, ao mesmo tempo, usar a implementação piloto para novos recursos em áreas selecionadas. Essa abordagem proporciona mais flexibilidade, possibilitando ajustes com base em feedback em tempo real e circunstâncias em evolução. Ao aproveitar os pontos fortes de diferentes estratégias, a abordagem híbrida reduz riscos, otimiza recursos e aumenta a probabilidade de sucesso da implementação do ERP.

A função da equipe de projeto de ERP

Não importa a estratégia, há um elemento que talvez seja mais essencial para o sucesso do projeto de ERP do que qualquer outro: a própria equipe. Estudos de caso das implementações de ERP contam a mesma história. O fator decisivo para o sucesso da implementação é a equipe de implementação– as pessoas que moldam o projeto desde o início.

Isso porque um excelente software de ERP só é excelente quando implementado por uma equipe sólida. Se as pessoas não tiverem tempo, suporte ou habilidades para realizar o trabalho com eficiência, não serão bem-sucedidas, e o projeto poderá sofrer atrasos, ter custos adicionais e/ou software que não atende às necessidades da empresa.

Muitas vezes, empresas que tiveram contratempos ou fracassos atribuíram a equipe que “tinha tempo” para trabalhar no projeto. Mas um projeto de ERP requer o recrutamento de pessoas “indispensáveis” – profissionais ocupados, que conhecem os processos de negócios, trabalham bem com outros membros da organização e têm o respeito da gestão executiva. Eles devem ser dedicados ao projeto em tempo integral (40 horas), ou no máximo possível de horas por semana.

Não inclua na equipe do projeto ninguém que não possa dedicar pelo menos 25% do tempo semanal (mínimo de 10 horas). Membros da equipe que dedicam menos de um quarto do tempo não conseguirão acompanhar adequadamente as atividades do projeto nem agregar valor a ele.

O suporte executivo à equipe também é fundamental. Em todas as principais implementações de ERP, devem ser tomadas decisões em relação a prioridades e prós e contras de recursos. Sem forte apoio e compromisso, até equipes mais qualificadas podem ter dificuldades.

Ter um sistema ERP moderno implementado rapidamente é uma das coisas mais significativas que uma empresa pode alcançar, e envolver as pessoas certas desde a concepção do projeto é essencial.

Etapas para planejamento de um novo projeto de implementação de ERP

Todo projeto de ERP inevitavelmente se depara com problemas inesperados. No entanto, a adesão às melhores práticas para uma implementação bem-sucedida do ERP pode identificar e solucionar problemas à medida que surgem, ajudando a gerenciar riscos e custos.

É fundamental programar a sequência de implementação de maneira realista, sempre considerando a disponibilidade da equipe de liderança, dos gerentes e dos especialistas internos que contribuem para o esforço. Priorize as necessidades para se concentrar nas grandes conquistas enquanto desenvolve uma base de software e tecnologia central que cresça de acordo com as necessidades dos negócios.

As principais etapas envolvidas no planejamento de implementação de ERP

Embora o plano final detalhado e os indicadores-chave de desempenho (KPIs) sejam adaptados a requisitos de negócios específicos, as seguintes atividades-chave são etapas comuns em todas as implementações bem-sucedidas de ERP:

Melhores práticas para planejar uma nova implementação de ERP

1. Selecione um parceiro de software e serviços para ajudar na implementação

Após a conclusão do processo de pesquisa e avaliação do software de ERP, é hora de escolher um parceiro para ajudar na implementação do sistema selecionado, já que a maioria das equipes de projeto não tem muita experiência em implementar software de ERP. Procure um consultor de implementação de ERP qualificado com amplo conhecimento e experiência em relação ao aplicativo ERP selecionado. Confirme se ele entende como a nova solução ERP oferece suporte a processos de negócios atuais e em evolução, incluindo uma entrevista sobre referências dele para verificar sua expertise.

O parceiro deve ter pessoal treinado no setor específico e disponível nos locais necessários. Para clientes e fornecedores internacionais, certifique-se de que o parceiro tenha as habilidades em negócios, idiomas e moedas multinacionais necessárias para simplificar a implementação. Por fim, revise o software de gestão de projetos que o parceiro usa para garantir que seja compatível com o sistema interno de planejamento, programação e rastreamento existente.

2. Detalhe todas as tarefas do projeto.

Um parceiro de implementação de ERP ajuda a desenvolver uma lista de tarefas detalhada de tudo o que precisa ser feito.

Essa lista é extensa – só o treinamento, por exemplo, inclui muitas tarefas:

A lista de tarefas deve ser dividida em fases. Determine um tempo para executar um projeto piloto na sala de reuniões, personalizar o aplicativo, integrar a outros aplicativos e fontes de dados, implementar a infraestrutura, depurar dados, realizar a aceitação do usuário, etc.

3. Calcule as horas de trabalho

Faça uma previsão cuidadosa da quantidade de tempo necessária para cada tarefa. Considere o trabalho envolvido em cada tarefa e atribua o número de "horas de trabalho" necessárias, mesmo que seja apenas um intervalo de horas. Some as horas de trabalho de cada fase do projeto ERP e atribua a execução da tarefa ao membro da equipe do projeto responsável. Essa pode ser uma tarefa desafiadora, por isso é importante envolver um parceiro de implementação familiarizado com a solução ERP específica. Essa etapa é essencial para calcular com precisão o cronograma, determinar se a equipe atual precisa de ajuda e limitar desvios de escopo.

4. Crie uma programação realista

Depois de sistematizar as horas de trabalho disponíveis e necessárias, crie uma programação gerenciável. Em muitos casos, a primeira etapa revela um problema de capacidade em comparação ao prazo de implementação apresentado aos executivos originalmente.

Aqui está um exemplo de cálculo que ilustra as possíveis discrepâncias:

Prazo desejado para o início de operação do projeto = 12 meses ou 1 ano

O resultado? Sabe-se que a data de operação não será cumprida antes mesmo do início do projeto. Algumas soluções possíveis incluem:

É nesse ponto que a equipe de gestão executiva precisa tomar a decisão. Esse é apenas um exemplo de por que ela deve participar do processo de seleção e implementação do software de ERP.

5. Execute um projeto piloto na sala de reuniões

Após o kick-off, realize um teste ou um piloto (em uma sala de reuniões) antes do rollout completo. Este piloto garante a inclusão dos processos de negócios adequados para as necessidades atuais e futuras da empresa. À medida que novos processos são criados, é importante entender a gama de opções disponíveis no sistema ERP e validar os processos com a equipe do projeto e os stakeholders da comunidade de usuários.

Nesta fase de várias semanas, o parceiro de implementação de ERP instalará um software piloto que permite testar todos os processos, para garantir que funcionem como esperado, sem surpresas. A aplicação das melhores práticas nesse momento economiza tempo, principalmente se as ferramentas de configuração puderem fazer ajustes para refinar o processo.

6. Depure os dados

Parece simples, mas a depuração de dados é uma atividade muito demorada. É melhor começar a avaliar a precisão dos dados assim que possível, pois muito esforço é necessário para concluir essa etapa corretamente. Durante o projeto, ocorrem alterações no processo de negócios – portanto, prepare-se para etapas adicionais de gerenciamento de dados durante a implementação.

7. Mantenha todos bem informados

Semanalmente, um membro da equipe deve entrar em contato com todos os principais stakeholders para que conheçam os pontos positivos e “não tão positivos” do andamento do projeto de implementação. O pior cenário é quando as pessoas não são atualizadas e são pegas de surpresa. A maioria dos sistemas de gestão de projetos pode fornecer representações visuais do andamento do projeto de ERP.

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O SAP ERP tem vários caminhos para a implementação de ERP, dependendo de sua necessidade.

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Priorize processos e recursos mais importantes

Nem todas as empresas têm os mesmos problemas, portanto, é melhor analisar todos os workflows de negócios relevantes e indicar quais procedimentos devem ser abordados primeiro.

Aqui está uma lista de áreas de alto valor a serem consideradas:

Dicas para reduzir riscos da implementação de ERP

Todos os projetos de implementação de software envolvem um elemento de risco, mas apresentamos a seguir cinco dicas valiosas para aumentar as chances de conclusão do projeto de ERP dentro do prazo e do orçamento:

1. Selecione software, processos de negócios e parceiros de implementação com know-how local e setorial. Sempre converse com referências de empresas/setores semelhantes.

Não force a tecnologia ultrapassada além de seus limites. Elimine sistemas antigos, desatualizados e independentes e, na medida do possível, consolide dados em um único banco de dados (versão única da verdade) com Business Intelligence incorporado para acesso global e desempenho consistente.

Evite continuar usando tecnologia obsoleta

Considere adotar uma estratégia de ERP "clean core". Isso pode ajudar você com sua implementação de ERP e impulsionar a inovação com uma boa relação custo-benefício.

3. Verifique se o fornecedor de ERP selecionado tem expertise e recursos de integração  com redes de fornecedores. Na economia digital, as empresas geralmente precisam integrar sistemas em todas as unidades de negócios, bem como externamente, com clientes e fornecedores.

4. Evite que o escopo do projeto saia do controle. É comum descobrir necessidades e oportunidades durante a implementação de ERP, por isso é importante gerenciar pedidos de alteração para evitar atrasos e estouro de orçamento.

5. Confirme se o fornecedor de ERP pode oferecer expertise consistente em todos os locais de negócios Treinamento, implementação e suporte são imprescindíveis e, geralmente, vêm de uma combinação de gestão local, distribuidores de software, empresas de consultoria e o parceiro de software.

Dicas para evitar custos extras de implementação de ERP

O investimento em um novo sistema ERP inclui compromisso de tempo da empresa, consultoria em processos de negócios e implementação, serviços de software e nuvem, bem como dispositivos e outros hardware de usuário final, por isso é importante controlar o projeto e os custos.

Aqui estão algumas áreas-chave a monitorar:

Medição do ROI de uma implementação de ERP

Depois da implementação do ERP, a pergunta inevitável para a empresa é: “Conseguimos o que esperávamos desse investimento?”

O cálculo do ROI de uma implementação de ERP envolve avaliar os benefícios tangíveis e intangíveis que o sistema traz em relação aos custos totais incorridos. O processo começa com a identificação de KPIs que se alinham com as metas estratégicas da organização, como melhorias na eficiência operacional, redução dos custos de estoque, aumento das vendas e aprimoramento dos recursos de tomada de decisão. Esses KPIs devem ser monitorados antes e depois da implementação do ERP para avaliar o impacto do sistema. Por exemplo, se o sistema ERP simplificar a gestão de estoques, levando à redução na falta de estoque e nos custos de transporte, essa economia poderá ser vinculada diretamente ao cálculo do ROI.

Também é fundamental comparar a economia de custos e as melhorias na receita com o custo total de propriedade (TCO) do sistema ERP. Isso inclui, além do investimento inicial em software e hardware, os custos contínuos como manutenção, treinamento e atualizações do sistema.

Por fim, é importante reconhecer que alguns benefícios da implementação do ERP – como mais precisão nos dados, melhor compliance e maior satisfação do cliente – podem não ser facilmente quantificáveis, mas ainda assim contribuem significativamente para o sucesso geral dos negócios. A inclusão desses fatores em uma abordagem Balanced Scorecard pode proporcionar uma visão mais abrangente do ROI do sistema ERP, garantindo que a avaliação reflita ganhos financeiros imediatos e vantagens estratégicas de longo prazo.

Quando a implementação de ERP está concluída?

Uma implementação de ERP é tecnicamente considerada concluída quando a implementação inicial entra em operação, permitindo que as empresas comecem a usar o novo sistema em suas operações diárias. Mas é importante observar que, mesmo após a entrada em operação inicial, as empresas devem continuar aprimorando o sistema ERP com recursos adicionais para aproveitar as oportunidades, como novos locais, linhas de produtos e serviços e aquisições. Portanto, embora a implementação inicial do ERP represente um marco significativo, o processo de implementação é, na verdade, uma jornada contínua de otimização e inovação.

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Perguntas frequentes

O CRM é um ERP?
Gestão do relacionamento com o cliente (CRM) e planejamento de recursos empresariais (ERP) não são a mesma coisa, mas ambos desempenham funções cruciais em uma empresa e podem ser integrados para funcionar em conjunto. Um sistema CRM tem como foco especificamente as atividades voltadas ao cliente, enquanto um  sistema ERP  gerencia as operações gerais de um negócio. Alguns sistemas ERP incluem módulos de CRM, mas um sistema CRM independente é mais especializado em funções de gestão de clientes.
Quais são os módulos de um sistema ERP?

Um sistema de planejamento de recursos empresariais (ERP) é composto por diversos módulos ou recursos que se concentram em funções de negócios específicas, ajudando a simplificar e integrar processos em uma organização.

Os principais módulos encontrados em um sistema ERP geralmente incluem finanças e contabilidade, gestão da cadeia de suprimentos (SCM), produção, recursos humanos (RH)vendas e marketing, gestão de projetos, procurement, funções analíticas e muito mais.

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