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O projecto mySAP – Inovação permitiu um ganho enorme para a Instituição. Foram normalizados e reorganizados os processos. |
Luísa Proença Chefe de Área de Planeamento e Assessoria Técnica |
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A dispersão geográfica dos serviços da PJ levantava alguns desafios. Em cada localização havia processos diferentes, cada local adaptava-os a seu jeito, e foi necessário harmonizá-los. |
Teresa Lopes Gândara Principal Consulting da Capgemini |
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A Polícia Judiciária foi criada no ano de 1945 com o objectivo de responder à crescente sofisticação de meios na prática de crimes em Portugal. O corpo policial moderno e especialmente vocacionado para a investigação criminal herda os antecedentes da Polícia Cívica, estabelecida em 1867 pelo Rei D. Luís na dependência da Justiça do Reino.
Ainda hoje a Polícia Judiciária se mantém como órgão de coadjuvação das autoridades judiciárias, Magistratura Judicial e Ministério Público, estando sob a tutela do Ministério da Justiça e assumindo como missão colher provas para, no plano factual e jurídico, serem jurisdicionalmente sustentadas. Ao todo, o organismo integra mais de 2.000 funcionários, que englobam a área de investigação criminal e o apoio a esta actividade, cooperando de forma estreita com entidades internacionais equiparadas e respondendo aos desafios que a especialização da criminalidade económica e informática tem trazido.
As particularidades da sua área de actuação propiciaram, porém, algum isolamento das ferramentas tecnológicas para a gestão dos processos, considerando-se muitas vezes que as soluções de mercado não se adaptariam à Polícia Judiciária. Em Dezembro de 2001 a Instituição abraçou o projecto SIAIC – Sistema Integrado de Apoio à Investigação Criminal, no âmbito do qual se pretende modernizar as diversas áreas funcionais da Polícia Judiciária e optimizar a sua comunicação com o cidadão.
O projecto definiu como primeiro passo a modernização da estrutura administrativa, já que foi identificada nesta área uma situação de algum atraso e desarticulação. “Não podíamos dizer que tínhamos um back-office. Tínhamos processos manuais, muitas vezes em duplicado e triplicado, não existia uma integração entre serviços, o que gerava segmentos de informação e de processos”, explica Luísa Proença, Chefe de Área de Planeamento e Assessoria Técnica da Polícia Judiciária, que lidera a equipa do projecto.
Website: www.pj.pt.