SAP: dificuldades de seis anos atrás não devem se repetir
Executivo da empresa garante que pipeline se mantém estável mesmo depois de crescimento abaixo do esperado
Na semana passada, a SAP anunciou que suas vendas cresceram 15%, bem abaixo dos 24% previstos pela empresa para o primeiro trimestre de 2008. Na ocasião, o co-CEO da empresa, Henning Kaggerman, atribuiu o desempenho à desaceleração na economia dos Estados Unidos. O resultado adiou as datas planejadas de lançamento de novos softwares, dos quais seus planos de crescimento dependiam, o que prejudicou suas ações.
Mas a empresa acredita que os números do trimestre não são um prenúncio de desaquecimento para seus negócios. Questionado por analistas em reunião nesta terça-feira (05 de maio de 2008), durante o Sapphire, sobre um possível período de dificuldades, como há seis anos, quando a economia norte-americana escorregou, Bill McDemott, vice-presidente para Américas e APJ (Ásia, Pacífico e Japão), afirmou que as situações são diferentes. "Se os dois períodos fossem comparáveis, hoje estaríamos vendo negócios evaporarem e nosso pipeline encolher. Mas o pipeline está bastante sólido e saudável, o que mostra que foi uma situação isolada."
Henning Kaggerman acrescentou que há seis anos a própria indústria de TI havia contribuído para as dificuldades econômicas, pois "prometeu o que não podia entregar". "Naquela época, não estávamos em posição de tirar vantagem e de nos manter apesar da conjuntura", complementou.
Léo Apotheker, co-CEO da SAP, afirmou que o foco da empresa em termos de solução está em ferramentas e componentes que permitam a colaboração, como os sistemas de gerenciamento da cadeia de valor. Ele disse que, com a compra da Business Objects (BO), a empresa pasa a fornecer o ciclo completo de planejamento, operação e otimização de processos. "Dessa forma, as empresas vão poder planejar e acompanhar a execução", diz.
John Schwarz, ex-CEO da BO e atual CEO da unidade BO na SAP, prevê que a integração de todos os sistemas das empresas deve estar completa entre o meio e o fim deste ano. Segundo ele, 500 pessoas de ambos os lados estão envolvidas neste processo.
Considerando que, dos clientes da SAP, apenas 30% operam os sistemas de business intelligence da BO, o foco primordial de prospecção será nos outros 70%. Mas Schwarz reforça que as soluções continuarão sendo independentes e os clientes de outras plataformas, como Microsoft e Oracle, também serão considerados como potenciais para a unidade.