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Necessidade de mais especialistas em seus sistemas motiva mudança no comando no Brasil. O número de clientes da SAP no Brasil cresceu 250% no primeiro semestre deste ano em relação a doze meses atrás. Em meados de 2006, a empresa tinha cerca de 1 mil clientes locais e estava reforçando estratégia de começar a ter resultados concretos na venda de software de gestão corporativa a pequenas e médias organizações, diversificação que já percebia ser necessária. As vendas por meio de canais, principal forma de chegar a empresas menores, subiram 200%.
O crescimento recente indica que o plano passou a dar resultado. Já em 2006, a SAP teve ser segundo maior crescimento de todo o mundo no Brasil, ajudada pelas oportunidades junto ao volume de pequenas e médias empresas investindo em sistemas de gestão. No ano passado, o País ampliou receita em 64%. Agora, no primeiro semestre, a expansão foi de 28,7% frente ao mesmo período do ano passado.
Mas, mesmo o Brasil sendo um importante centro de oferta de especialistas em serviços relacionados ao sistema da SAP, uma preocupação central na empresa é pavimentar o crescimento futuro, com a formação de mais pessoas. "Conseguimos gerar demanda acima dos profissionais que se formam na tecnologia", diz o presidente e diretor geral da SAP América Latina, o português José Alberto Duarte. São 6 mil certificados no País.
Essa necessidade é um dos principais fatores de incentivos para uma importante mudança na administração da empresa no Brasil. Após sete anos, José Ruy Antunes deixa a função de diretor presidente no País para Alberto Ferreira e vai se dedicar a liderar os esforços de pavimentar o futuro da empresa na América Latina, com a formação mais rápida de mão-de-obra com conhecimento em SAP.
Agora como vice-presidente sênior de assuntos corporativos, Antunes terá a responsabilidade de comandar as iniciativas de responsabilidade social e de aproximar a empresa de dois grupos de usuários de sistemas SAP. Mas a formação terá papel relevante na agenda.
"Conhecemos muitos casos em que o sucesso de uma empresa acabou sendo seu fracasso. As empresas mudam quando precisam ou quando podem. No segundo caso, ela pode escolher qual o caminho quer seguir", comenta Antunes.
O programa SAP Professionals, que ganhou gás no início deste ano, está levantando vôo em certificar novos especialistas e retreinar pessoas que já estão no mercado há muito tempo e precisam acompanhar as novidade desenvolvidas nos últimos anos pela alemã, conhecida por priorizar a pesquisa interna em detrimento da aquisições de empresas, como faz sua principal rival e segunda maior do mundo em software corporativo, a americana Oracle.
No Brasil, a SAP conseguiu certificar 517 pessoas até o fim do primeiro semestre. Em 2006 inteiro, foram cerca de 100.
Novo presidente volta a TI
Com o início do exercício do posto de diretor presidente da SAP Brasil, Alberto Ferreira volta a atuar no mercado de tecnologia, após mais de um ano comandando as operações brasileiras da multinacional gerenciadora de viagens Carlson Wagonlit Travel.
Formado em Engenharia Elétrica pela Universidade de Taubaté (SP), Ferreira atuou na área de tecnologia da informação da Johnson & Johnson, onde chegou a participar de projetos nos Estados Unidos. Também passou pela Digitel e pela Diveo.
Teve uma guinada rumo ao segmento de telecomunicações, passando pela operadora espelho Intelig e pela maior empresa de telefonia móvel do Brasil Vivo, onde foi vice-presidente da unidade voltada a vendas corporativas, a Vivo Empresas.
A recente e rápida passagem pelo setor de turismo deixou funcionários da Carlson satisfeitos com o desempenho do executivo.
"Gostei da idéia de voltar ao segmento na SAP, empresa que investe 14% do seu faturamento em pessoas."
Veículo: Gazeta Mercantil
Data: 31/07/2007
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