Plastek
Projeto da Plastek Brasil ganha proporções internacionais e reduz drasticamente a necessidade de contratação de consultores para a implementação do SAP ERP.
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Por ser uma fornecedora de insumos para a indústria, a Plastek viu que qualquer necessidade de integração com os seus clientes seria facilitada após a implementação do SAP ERP. Além de dar apoio a boa parte dos nossos clientes, o sistema tem recursos que beneficiam a troca de informações |
| Ricardo Waetge, Gerente de TI da Plastek Brasil. |
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SUMÁRIO
Após um cuidadoso estudo sobre demanda e perfil dos negócios no Brasil, a Plastek – fabricante norte-americana de embalagens – identificou que precisava não apenas de um conjunto de sistemas que atendesse às exigências da legislação tributária local. Necessitava também de uma plataforma que facilitasse a integração com as demais unidades do Grupo em outros países e, eventualmente, com os clientes. A independência em relação aos serviços de consultoria também influenciou a decisão e o sucesso do projeto de implementação do SAP ERP.
- Segmento de mercado: Química
- Website: www.plastekbrasil.com.br
- Principais desafios: Implementar um sistema global em 4 países em tempo. No Brasil, a implementação durou apenas três meses.
- Por que a SAP foi escolhida:
Sistema global que atende a todas as necessidades da Plastek dentro e fora dos Estados Unidos
Simplifica a migração dos sistemas legados
Aderência dos sistemas às demandas apresentadas pelo Brasil e Venezuela, novas unidades do Grupo à época do projeto
Facilidade de integração com os sistemas utilizados por clientes no mundo todo
- Destaques da implementação:
Projeto internacional, feito em quatro países
Curto tempo de implementação
Equipe interna absorveu conhecimento para o rollout do sistema em outros países, inclusive nos Estados Unidos
Transferência de conhecimento
Implementação com equipe própria
Treinamento de todos os profissionais nas academias SAP
- Principais benefícios
Sistema funcionando sem falhas
Facilidade de integração com clientes
Rápida consolidação de informações de todas as unidades do Grupo
Processamento online de informação
Satisfação dos profissionais, inclusive do presidente do Grupo, que utiliza intensivamente o sistema
Fácil integração entre os departamentos
Fácil e rápido rastreamento do fluxo de processos dentro da empresa
- Solução implementada:
SAP ERP 6.0
SAP Console (rádiofrequência)
Gestão de depósito (WMS)
- Implementação
Equipe própria, inicialmente apoiada pela Pricewaterhouse
Coopers
- Banco de Dados: IBM DB-2
- Plataforma de hardware: IBM AS-400
- Sistema Operacional: OS-400
COM AS PRÓPRIAS MÃOS
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Cada membro do time interno da Plastek teve um treinamento intensivo em sua respectiva área nas academias SAP. O conhecimento da consultoria foi transferido para o time, para que houvesse o mínimo de dependência possível depois que o sistema entrasse em operação |
| Ricardo Waetge, Gerente de TI da Plastek Brasil. |
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Após um cuidadoso estudo sobre demanda e perfil dos negócios no Brasil, a Plastek – fabricante norte-americana dedicada ao ramo de manufatura de embalagens de consumo e produtos de higiene pessoal – identificou que precisava não apenas de um conjunto de sistemas que atendesse às exigências da legislação tributária local. Necessitava também de uma plataforma que facilitasse a integração com unidades internacionais e, eventualmente, com os seus clientes. A independência em relação aos serviços de consultoria também influenciou a decisão e o sucesso do projeto de implementação do SAP ERP.
Iniciado no Brasil no período em que a companhia se instalava em solo nacional, o projeto ganhou as outras unidades internacionais do Grupo e teve como premissa a transferência de conhecimento. A equipe de consultores da PricewaterhouseCoopers foi contratada para dar apoio aos primeiros desenhos e instalações do sistema, mas logo foi substituída por um grupo de profissionais internos, cada qual treinado pelas academias SAP em áreas com as quais tinham maior afinidade.
Atualmente, o Grupo Plastek abastece mais de 80% do mercado de embalagens de desodorante stick, produzido nos Estados Unidos, e foi pioneiro no desenvolvimento da primeira linha de embalagens de antitranspirantes e gel clear da América do Norte. “Em 1999, eles decidiram construir uma planta no Brasil. Fui contratado para estabelecer a área de informática, com toda a infra-estrutura de tecnologia da informação necessária para suportar as operações no Brasil”, lembra Ricardo Waetge, gerente de TI da Plastek Brasil. Quando chegou a fase de escolha do sistema de gestão empresarial, o executivo foi aos EUA, sede da Plastek, para conhecer o ambiente de ERP da CA, então responsável pelo suporte aos negócios da companhia naquele país. Identificou, porém, que a solução não atendia à demanda brasileira. “Vi que não se ajustava às nossas demandas da área fiscal”, explica.
Àquela altura, a Plastek tinha plantas industriais nos Estados Unidos e na Inglaterra, e planos de inaugurar linhas de produção no Brasil e também na Venezuela. Foi aí que surgiu a necessidade de um sistema global, que contemplasse as necessidades da companhia dentro e fora dos Estados Unidos, e a oportunidade de migrar os sistemas em produção para o ambiente SAP. Waetge já tinha em mãos uma proposta de implementação do sistema no Brasil, onde a tecnologia apresentava maior aderência por atender completamente as necessidades internas
“Eles viram que o sistema também acabaria sendo compatível com o projeto na Venezuela e iria melhorar os processos e a integração na Inglaterra”, lembra ele. Assim o SAP ERP ganhou proporções internacionais: partiu de uma necessidade do Brasil e conquistou as quatro unidades do Grupo Plastek.
A Plastek criou um time interno, com funcionários de vários países, para acompanhar a primeira implementação e colocou todos os profissionais em treinamento nas academias SAP. Waetge, por exemplo, se especializou no módulo Sales & Distribution (SD), em Boston. “Cada um estudou sua respectiva área. O conhecimento da consultoria foi transferido para o time, para que houvesse o mínimo de dependência possível depois que os sistemas entrassem em operação”, diz ele.
Para reduzir custos, aumentar a segurança e a velocidade na consolidação das informações, a decisão foi centralizar o sistema em um servidor nos Estados Unidos, de onde partem todos os investimentos e decisões de inovação do Grupo. O projeto prevê a existência de apenas um servidor acessado remotamente pelas plantas internacionais. A planta brasileira, por estar em construção na época do projeto, foi escolhida para a primeira implementação. O reduzido número de usuários e dos negócios no país também pesaram em favor da decisão. Nos EUA, a empresa possui sete fábricas, número que ampliaria a complexidade desse processo.
“No Brasil, não tivemos migração de dados, porque não tínhamos histórico”, explica Ricardo Waetge. Em um intervalo de aproximadamente 12 meses, o sistema foi colocado em operação no Brasil, depois na Venezuela e na Inglaterra. E só dois anos mais tarde passou a suportar os negócios da empresa nos Estados Unidos. A esta altura, no entanto, os profissionais da Plastek já tinham total domínio sobre a tecnologia e puderam implementar o SAP ERP sem a participação da consultoria.
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Para a maioria dos clientes, os pedidos são criados através de um sistema automatizado, para o qual foi desenvolvida uma transação de carga, utilizando todos os recursos oferecidos pelo SAP ERP |
| Ricardo Waetge, Gerente de TI da Plastek Brasil. |
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“Vencemos o desafio de implementar um sistema global, em quatro países, em um prazo que superou as nossas expectativas”, comenta Waetge. No Brasil, por exemplo, o projeto demandou três meses de trabalho. Outra conquista do grupo de implementação da Plastek foi a absorção do conhecimento. “Conseguimos treinar 1200 usuários nas plantas nos Estados Unidos, sem ter uma consultoria”, orgulha-se o executivo, dizendo que a empresa teve uma redução de custo significativa com essa estratégia.
Além da redução de custo com mão-de-obra, o fato da localização não envolver pacotes de terceiros também é uma vantagem, segundo Ricardo Waetge. “Adotamos as melhores práticas”, diz ele. O único esforço de desenvolvimento envolveu a parte de relatórios - não computados na planilha de customizações - e do sistema eletrônico de pedidos, feito especialmente para que um cliente, nos Estados Unidos, pudesse enviar pedidos sem a interferência de funcionários. “Neste caso, não há um pessoal de customer service. Todo pedido é criado através de um sistema automatizado, para o qual foi desenvolvida uma transação de carga, utilizando todos os recursos oferecidos pelo SAP ERP”, explica o Gerente de TI da Plastek Brasil.
Segundo ele, o processo de negócio também segue os padrões dos aplicativos contidos no SAP ERP. A Plastek considera que o conjunto de sistemas pode facilitar ainda mais o relacionamento e a troca de informações com os clientes, a maioria também usuária da tecnologia.
Todos os profissionais da companhia, do alto escalão ao chão de fábrica, têm a mesma visão dos processos, podendo, por exemplo, saber se a matéria-prima entrou em produção, quando e em que estágio o processo se encontra; ou mesmo se o faturamento de um determinado lote de produto já foi efetuado. “Conseguimos saber quem, quando e de que forma os processos são executados”, sintetiza Waetge. A padronização mundial também consolida o treinamento. O Gerente de TI avalia que, se estivesse usando diversos sistemas, o acesso à informação seria mais complexo. E, mesmo havendo integração entre eles, haveria o custo adicional de treinamento.
“Buscamos padronizar os processos e as transações no Brasil, Inglaterra, Venezuela e Estados Unidos o máximo possível com o objetivo de otimizar e racionalizar os custos com treinamento e customizações, e uma operação na China, não será diferente”, arremata.