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Um biênio de significativas mudanças estruturais e de negócios.
Assim podem ser resumidos os anos de 2004 e 2005 para a
Gradiente, tradicional fabricante nacional de equipamentos
eletroeletrônicos. Neste período, a empresa, comandada por
Eugênio Staub retornou ao mercado de telefones celulares,
renovou a sua linha de produtos e comprou, das mãos da
Itautec, a operação Philco. Uma estratégia quase simultânea à
revisão dos processos internos, com a consolidação de operações
e substituição do antigo sistema de gestão empresarial pelo
SAP Business Suite.
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Temos muito mais agilidade do que tínhamos
antes. A percepção é que estamos mais flexíveis,
respondendo mais rapidamente às novas demandas |
Ricardo Cernic,
Gerente de TI, Gradiente |
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O projeto de reformulação da companhia foi batizado de Sagres,
em alusão ao navio-escola português, lançado à água em 1937
e um dos símbolos daquele país. O Sagres desconhece
fronteiras, um perfil também perseguido pela Gradiente,
que a partir da sede em São Paulo, comanda fábricas em
Manaus (AM) e um escritório na China, onde se instalou
para acompanhar de perto e sistematicamente o rápido
desenvolvimento de novas tecnologias.
Com o Projeto Sagres, a companhia se unificou, integrando
suas várias empresas em um Grupo, cuja receita, em 2004, foi
de R$ 940 milhões. “No processo de consolidação, identificamos
que cada entidade jurídica tinha uma versão diferente do ERP utilizado à época e na unificação, projetada para suportar o
crescimento futuro, seria necessário buscar no mercado uma
solução que equacionasse o problema”, conta Ricardo Cernic,
gerente de TI da Gradiente.
Foi a partir deste ponto que a companhia começou a avaliar
os sistemas ERP disponíveis no mercado e identificou que
“a maturidade do SAP estava compatível com a flexibilidade
demandada pela organização a partir daquele momento, o que
foi um importante fator de decisão”, diz o executivo. A empresa de
capital nacional decidiu, então, adquirir o SAP Business Suite,
colocando em operação praticamente todas as funcionalidades das
áreas de administração, finanças – incluindo o aplicativo de
Gerenciamento de Operações Financeiras (CFM-TM) –, produção
e assistência técnica. A grande maioria ativada de uma só vez.
A companhia também já utiliza os aplicativos SAP Business
Information Warehouse (SAP BW) e SAP Supply Chain
Management (SAP SCM), este último operado por
aproximadamente 15 usuários, que usam o aplicativo para
o planejamento logístico de algumas peças de reposição.
Comprometimento das equipes envolvidas
O projeto de implementação destes aplicativos transcorreu
em rápidos oito meses. O gerente de TI avalia que a sincronia
e o comprometimento da equipe interna e dos profissionais
do Grupo ASSA – consultoria que implementou o sistema
– foram significativos para o bom resultado.
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No processo de consolidação ficou
claro que cada entidade jurídica tinha uma
versão diferente do ERP utilizado à época, e
que, para integrar as operações, suportando
o crescimento futuro, seria necessário buscar
no mercado uma solução que resolvesse esse
problema. No processo de escolha, a própria
maturidade da SAP e as flexibilidades que
seu sistema proporcionaria à organização
foram os diferenciais |
Ricardo Cernic,
gerente de TI |
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Outro fator preponderante foi a opção pela simplicidade.
A Gradiente fez poucas customizações e, com isso, além da
agilidade na implementação, conseguiu ter um sistema
facilmente aderente a novos ambiente, como foi o caso da Philco,
fabricante adquirida meses após a ativação dos aplicativos, e que
fez a sua implementação de forma praticamente automática.
“Essa é uma coisa boa de ter escolhido a SAP e ter uma solução
bem implementada, porque conseguimos fazer o roll-out da
Philco em menos de dois meses. Nós conseguimos integrar as
operações da Philco em um tempo recorde”, comemora Cernic,
ao comentar que possivelmente enfrentaria um processo mais
complexo se estivesse operando sob o sistema anterior.
Informações para a tomada de decisão
A Gradiente atua hoje em duas áreas distintas e complementares:
Áudio & Vídeo e Telecomunicações. Além disso, busca expandir
a força da marca explorando oportunidades reconhecidas
a partir do know-how acumulado desde 1964, época da sua
fundação. Aliás, essa experiência e o conhecimento terão maior
influência no negócio daqui para frente, quando a companhia
refinar a utilização das demais funcionalidades do SAP
Business Suite, explorando as funções de inteligência de
negócios inseridas nos sistemas.
Com os aplicativos SAP em operação, a Gradiente já consegue
fazer análise dos seus negócios, extraindo do SAP BW informações
das áreas de Vendas e Assistência Técnica. “Usamos pouco, talvez
15% do que é possível”, afirma o executivo da Gradiente, destacando, no entanto, que mesmo com este percentual
de utilização, já foi possível identificar melhorias no negócio.
“O pessoal envolvido com o sistema já reporta ganho de
agilidade, por exemplo”, diz ele.
O objetivo da companhia é evoluir da camada transacional
para a camada tática, passo que exigirá maior domínio das
funções do SAP BW e do SAP SEM-BPS, componentes que
compõem o aplicativo SAP ERP Analytics. “Estamos
estudando utilizar o SEM-BPS e preparar a base para uma
camada mais estratégica”, antecipa Cernic.
Segundo ele, o objetivo é levar a informação, hoje concentrada
nas áreas de Vendas e Assistência Técnica, a todos os executivos
da companhia - inicialmente para as áreas de Logística e Produção.
Cernic avalia que assim fechará o ciclo de implementação do
SAP Business Suite, conectando o chão de fábrica ao SAP BW
e integrando uma série de informações que hoje estão dispersas.
“Desta forma conseguiremos tirar pleno proveito deste
investimento”, declara.
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Uma coisa boa de ter implementado SAP,
e ele estar bem implementado, é que
conseguimos fazer o roll-out da Philco
em menos de dois meses. Nós conseguimos
trazer as operações da Philco em um
tempo recorde |
Ricardo Cernic,
gerente de TI |
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“Hoje, temos muito mais agilidade do que tínhamos antes.
Em conversas que tive com outros executivos da empresa isso
ficou muito claro. Tivemos ganhos de processos. A percepção
é que estamos mais flexíveis para responder rapidamente
a novas demandas”, conclui Ricardo Cernic.
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