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Arcelor Brasil

SAP na construção de uma holding

Begin the quote... A questão de velocidade e competência do corpo técnico da SAP é indiscutível. O prazo era realmente muito audacioso, mas a SAP comprou essa briga conosco.
Marco Aurélio Mendes de Oliveira,
gerente de negócios de TI da BMS Arcelor Brasil
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Apoio da equipe SAP, agilidade na implementação dos sistemas e qualidade tecnológica. Este tripé foi fundamental para suportar o projeto de integração das operações financeira das três empresas da holding Arcelor na América do Sul, no tempo recorde de três meses e meio e com processos totalmente organizados. Focado no ramo de siderurgia, o grupo que reúne as empresas Belgo Siderurgia, Vega do Sul e a Cia. Siderúrgica de Tubarão entregou ao SAP ERP ECC 5.0 a tarefa de consolidação das informações financeiras e contábeis da holding. A confiança deu-se não só pela qualidade da tecnologia SAP como pela competência dos seus profissionais, que, em parceria com a BMS-Arcelor Brasil, provaram ter domínio de negócios verticais, desenvolvendo um rápido e consistente projeto orientado à operação e gestão dos processos financeiros e contábeis.

Tudo começou no início de 2005, quando a multinacional iniciou conversas sobre a possibilidade de criação de uma holding nacional. Rapidamente, em maio do mesmo ano, a BMS (Belgo Sistemas – braço de tecnologia da Belgo Siderurgia) foi informada da decisão de estabelecer a holding, no dia 3 de outubro seguinte. O projeto previa a criação de um Shared Service financeiro e a consolidação das informações contábeis da companhia no País e na América Latina, sem tirar a autonomia das empresas focadas nos segmentos de aços longos e planos. “Tudo isso com a necessidade de urgência, garantia de suporte e de qualidade da solução”, lembra Newton Afonso de Lima, CIO da BMS e responsável operacional pela área de TI da Arcelor Brasil.

Begin the quote... Conhecendo consultores de dentro da SAP, sabíamos que essas competências estavam garantidas.
Newton Afonso de Lima,
CIO da Belgo Siderurgia e responsável operacional pela área de TI da Arcelor Brasil
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A equipe de TI responsável pela formação do novo empreendimento partiu, então, em busca de um parceiro eficiente, que não desse margem a erros. E escolheu a SAP Consulting, principalmente pela co-responsabilidade que a fornecedora assumiria no projeto, tanto em relação ao seu produto, quanto pela capacidade do corpo técnico amplamente conhecido pelas empresas do Grupo. O projeto integraria soluções-padrão, mas, pelo seu perfil inovador, não possuía referência que pudesse espelhar a configuração dos sistemas.

“Conhecendo consultores de dentro da SAP, sabíamos que essas competências estavam garantidas”, afirma Newton Afonso de Lima. Na decisão, segundo ele, também pesou muito a garantia de que o projeto seria concluído no prazo estabelecido, além da afinidade da maioria das empresas do Grupo com o ambiente SAP. “Acertamos, pois desenvolvemos o mais completo e abrangente escopo financeiro já implementado, utilizando o que há de mais moderno em termos de produtos e melhores práticas de negócio”, diz ele.

Customização zero

Com duas funções principais – gestão de recursos financeiros e consolidação da contabilidade para os mercados nacional e internacional –, a holding Arcelor Brasil centralizou a gestão dos recursos financeiros de curto e longo prazos das empresas do Grupo numa única estrutura, assumindo os processos de contas a pagar e a receber. “A Arcelor Brasil entrou em operação e o capital das empresas foi fechado. Dessa forma, um processo de consolidação contábil para a holding era requerido”, diz Marcos Aurélio Mendes de Oliveira, gerente de negócios de TI da BMS Arcelor Brasil.

Begin the quote... A Arcelor Brasil entrou em operação e o capital de todas as empresas foi fechado. Desta forma, um processo de consolidação contábil para a holding era requerido.
Marco Aurélio Mendes de Oliveira,
gerente de negócios de TI da BMS Arcelor Brasil
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Ele conta que parte da agilidade do projeto veio com a utilização das soluções SAP Standards, para padronização dos processos da holding que ali nascia, gerando o mínimo de impacto nos processos das empresas. A qualidade profissional tanto da equipe SAP quanto dos profissionais ligados à BMS também foi fator decisivo ao cumprimento do prazo. “A questão de velocidade e competência do corpo técnico da SAP é indiscutível. O prazo era realmente muito audacioso, mas a SAP comprou essa briga conosco”, diz Marcos Aurélio Oliveira.

Também era preciso o mínimo impacto à operação das empresas do grupo. Um desafio significativo, pois duas delas são clientes da SAP, com instalações em diferentes versões, e a terceira opera sob o sistema de gestão empresarial de outro fornecedor. “O SAP NetWeaver caiu como uma luva neste caso, porque fez este trabalho de integração e minimizou a preocupação que tínhamos com a integração dos sistemas SAP e não SAP”, observa Oliveira.

Da business suíte ERP ECC 5.0 – evolução do R/3 Enterprise – foi implementada parte do módulo financeiro – pagamentos e recebimentos; o módulo SAP TRM (Treasury Risk Management), também conhecido no mercado como CFM (Corporate Finance Management); e a solução de fluxo de caixa. Também foram ativados o SAP BW (SAP Business Wearehouse); o SAP BPS (SAP Business Planning and Simulation), que permite o planejamento de cenários e simulações; e o SAP SEM-BCS (Strategic Enterprise Management-Business Consolidation System), dedicado à gestão estratégica do negócio na parte analítica.

Um dos destaques do projeto é o sistema SAP CLM-LP (CLM – Council of Logistics Management – Liquidity Planner), focado na gestão de fluxo de caixa de curto, médio e longo prazos. No CFM-LP, são definidos e atribuídos os itens de liquidez. Segundo Oliveira, todas as atribuições foram mantidas dentro dos processos de negócio das empresas e a holding passou receber as informações consolidadas. “O caixa, pagamentos e recebimentos foram centralizados e uma solução de TI para a gestão de curtíssimo prazo, de oito dias, foi disponibilizada”, informa Newton Afonso de Lima. “Utilizamos também o TRM TM (gestão de operações financeiras), uma evolução do CFM focada nas operações de capitação e aplicação de recursos – funcionalidade disponibilizada para a mesa de operações”, conta Marcos Aurélio Oliveira.

Begin the quote... O SAP NetWeaver caiu como uma luva, porque fez este trabalho de integração e minimizou a preocupação que tínhamos com a integração dos sistemas SAP e não SAP.
Marco Aurélio Mendes de Oliveira,
gerente de negócios de TI da BMS Arcelor Brasil
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A holding assumiu a administração de todos os contratos em aberto, apesar de cada um ser vinculado a uma empresa. Esses contratos foram registrados no TRM TM, com todas as movimentações de principal, pagamento de juros, impostos e outros encargos, sendo agora controlados pela mesa de operações centralizada na holding. A solução também controla cada passo das operações, registrando todas as movimentações geradas pela holding – processos preservados para a auditoria que, embora sejam efetuados no ambiente da Arcelor Brasil, são registrados em cada uma das empresas.

Para a consolidação contábil, foi adotado o SEM-BCS, explica ele, em paralelo às funcionalidades do EC-CS, um módulo do R/3 que prepara os dados das empresas para a consolidação na holding. Para isso, algumas adaptações foram requeridas e não poderiam impactar na operação das companhias do Grupo – e este era outro fator crítico do projeto.

As empresas também ganharam uma ferramenta de consolidação das informações, totalmente capacitada à gestão dos negócios, e a holding, por meio do SEM-BCS, consegue ter uma visão aberta e consolidada sobre cada empresa. “Nos pediram um sistema que permitisse a consolidação das empresas e, logicamente, de cada um dos segmentos de mercado de atuação do Grupo. Criamos um plano de conta que recebe todas as informações contábeis das empresas, mantendo a contabilidade delas independente”, descreve Lima. “Antes, isso era contabilizado diariamente pelas empresas e consolidado somente depois que cada operação tivesse os dados totalmente fechados para integração nacional e internacional. Isso gerava um gap”, lembra. A maior preocupação da equipe de TI dizia respeito à gestão de caixa, processo que envolve a movimentação diária de altos valores em várias moedas, e também à segurança necessária à movimentação financeira entre as empresas.

Begin the quote... O caixa, pagamentos e recebimentos foram centralizados e uma solução de TI para a gestão de curtíssimo prazo, de oito dias, foi disponibilizada.
MNewton Afonso de Lima,
CIO da Belgo Siderurgia e responsável operacional pela área de TI da Arcelor Brasil
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Já no dia 3 de outubro, a Arcelor Brasil começaria a gestão do caixa tendo que administrar prazos de pagamento de fornecedores, destinações de cobrança e fechamentos de câmbio nos horários bancários, uma operação que movimentaria volumes expressivos e precisaria ser feita sem causar nenhum problema de relacionamento com o mercado.

O contas a pagar e a receber foi transferido para um painel de controle dentro da Arcelor Brasil. A tesouraria ganhou uma visão centralizada de todos os recebimentos e pagamentos e ainda ferramentas para a simulação sobre a decisão de onde e como pagar. “Temos uma integração nativa ao ambiente SAP e disponibilizamos as informações a holding”, descreve Marcos Aurélio Oliveira.

Para ele, a versão ECC 5.0 superou, em muito, as funcionalidades das versões anteriores, com destaque para a função de integração do SAP NetWeaver e as melhorias impostas aos sistemas de operações financeiras. “Já conhecíamos o CFM nas versões 4.6 e 4.7, mas a versão 5.0 é ainda superior, resolvendo algumas limitações”, declara, ressaltando também os avanços das funcionalidades do SEM-BCS na versão 5.0.

A nova orientação da holding é negociar com os gestores de processo de cada empresa a padronização dos sistemas SAP, mostrando-lhes a importância de uma integração-padrão. “Estou com a expectativa de que conseguiremos mostrar que os recursos disponíveis nos sistemas SAP são mais do que suficientes para gerir os negócios”, afirma Newton Lima.



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