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AES Sul

Informação com um simples toque

Begin the quote... Com o SAP NetWeaver, reduzimos o tempo de atualização da base de informações em torno de 75%. Isso trouxe um significativo ganho de produtividade, uma vez que a equipe que coleta as informações passou a ser a mesma que faz a manutenção das redes elétricas
Sandra Heck,
gerente de Projeto de Tecnologia da AES Sul
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Com o SAP NetWeaver, a AES Sul integrou o SAP ERP ao sistema GIS e desenvolveu um sistema móvel que aumentou a produtividade da equipe de campo. A coleta de dados sobre a rede elétrica e as informações referentes às tarefas realizadas em campo são, agora, inseridas automaticamente na base integrada de gestão da companhia.

Após ser submetida ao primeiro ciclo de revisão tarifária determinado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a AES Sul Distribuidora, concessionária de distribuição de energia do Rio Grande do Sul, concentrou-se na adoção de tecnologias de ponta para melhorar o processo de gerenciamento de seus ativos. A empresa identificou que enfrentava algumas deficiências na gestão de processos e que carecia de mais agilidade para um controle mais efetivo, principalmente, dos ativos de concessão. A plataforma de integração SAP NetWeaver resolveu boa parte do problema ao integrar os aplicativos do SAP ERP ao sistema ESRI GIS (Geographic Information System), que registra os dados da rede elétrica.

A adoção do SAP NetWeaver foi determinada pela necessidade da AES Sul de gerenciar seus ativos elétricos e operar e manter toda sua infra-estrutura de redes com excelente relação custo-benefício. Isso viabilizou a criação de uma solução aberta, robusta, escalável, segura e dentro dos padrões de mercado. O produto final é um sistema móvel off-line de fiscalização e manutenção das redes elétricas, no qual os técnicos utilizam dispositivos móveis (PDAs) para manter as informações cadastrais de todos os objetos técnicos, enviando os dados referentes aos trabalhos realizados em campo em tempo real. Isso gera benefícios operacionais, como integridade, padronização, integração, automação, agilidade e produtividade.

Mesmo sem competidores diretos, a companhia, por atuar em um setor regulado pelo governo, é submetida aos comparativos estabelecidos pela Aneel. A agência reguladora utiliza dados da “empresa de referência” (empresa virtual criada pela Aneel para poder analisar a competitividade das concessionárias) para avaliar resultados das distribuidoras de energia elétrica e autorizar, por exemplo, os reajustes tarifários.

Com os resultados questionáveis obtidos na primeira reavaliação de ativos da revisão tarifária de 2003, a AES Sul decidiu fazer um novo levantamento de todos os seus ativos e construir uma nova base de informações. Os dados servirão para melhorar a tarifa real da companhia no próximo ciclo de revisão tarifária da Aneel, previsto para 2008. “Era a oportunidade que tínhamos de aportar não só melhores funcionalidades, mas também de inovar com algo que realmente propiciasse um salto na plataforma tecnológica da AES”, diz Sandra Heck, gerente de Projeto de Tecnologia da AES Sul.

O longo relacionamento com a tecnologia SAP – os aplicativos SAP ERP são utilizados pela companhia desde a privatização, em 1997 – motivou a equipe interna de TI a tomar uma decisão inovadora: interligar as suítes ERP e GIS por meio da plataforma SAP NetWeaver e disponibilizar um sistema móvel de manutenção de cadastro (SMC) para que as equipes de campo pudessem fazer a manutenção dos seus ativos elétricos.

Os sistemas em operação na AES Sul são o SAP ERP, com as funcionalidades do SAP PLM (Product Lifecycle Management), e o ESRI GIS, onde ficam registradas as informações sobre rede elétrica. Antes da integração, as duas bases de dados eram redundantes e não havia interoperabilidade entre elas. Além disso, a base de ativos era considerada inadequada sob as óticas contábil, de base de remuneração e de gestão operacional da rede. Havia ainda a dificuldade adicional de identificação dos ativos em campo, e as atividades de suporte, manutenção e instalação eram registradas manualmente, resultando em um tempo elevado para a atualização da base de dados.

Begin the quote... O custo evitado pela não-instalação de placas em aproximadamente 800 mil ativos viabilizou 100% o projeto”
Sandra Heck,
gerente de Projeto de Tecnologia da AES Sul
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Toda a implantação do novo sistema provocou uma grande seqüência de desafios. A AES, além de buscar soluções disponíveis no mercado, sentiu a necessidade de desenvolver internamente algo que minimizasse a sua maior carência: a integração dos dados sobre a rede elétrica com as informações do ERP e do GIS. “Queríamos um produto que atendesse às nossas expectativas de ganhos técnicos, operacionais e contábeis, e ao mesmo tempo de inovação tecnológica”, declara Sandra. A executiva apresentou então a seus dois parceiros, a Softtek, que implementava o SAP, e a Imagem, que cuidava da plataforma GIS, a idéia que atendia à necessidade de negócio da AES.

Ambas aceitaram operacionalizar o empreendimento, o que levou ao segundo desafio: gerenciar um projeto que envolvia dois parceiros, cada um com conhecimento em sua área. “Tivemos percalços, porque estávamos gerenciando duas empresas que até então nunca haviam trabalhado juntas”, comenta a gerente. Mas a expertise e o comprometimento das equipes minimizou os conflitos e permitiu que o novo sistema fosse concluído no prazo estipulado – oito meses. A solução apresenta uma extensa lista de benefícios, tanto qualitativos quanto quantitativos. Em primeiro lugar, o sistema de GPS (localização) permite tanto a identificação espacial das equipes em campo como o reconhecimento geográfico dos ativos. Adicionalmente, o processo de coleta de informações por parte das equipes externas, que antes era feito por meio de um desenho em formato de croqui, passou a ser realizado direto no aparelho móvel.

Isso aumentou a velocidade do processo, a integridade e a confiabilidade das informações. “Antes, ao voltar à base, os profissionais de campo tinham que fazer um croqui da rede, algo que demorava cerca de 20 minutos para ficar pronto e ser inserido na base GIS. Com esse sistema, reduzimos o tempo em torno de 75%. Isso trouxe um alto ganho de produtividade, uma vez que a equipe que coleta as informações passou a ser a mesma que faz a manutenção das redes elétricas”, explica a gerente.

Em relação à integridade dos dados coletados, a solução diminuiu bastante a ocorrência de erros no processo. “As informações não eram passadas de forma muito adequada. Às vezes, quem recebia os dados para inserir no sistema acabava colocando a informação incorreta ou tinha o trabalho de checar novamente com a equipe de campo”, esclarece Sandra. Hoje, como no novo aplicativo, as regras do negócio estão inseridas em todo o processo. Uma informação colocada de forma incorreta na origem simplesmente não é aceita pelo sistema.

Outro grande benefício proporcionado pela plataforma SAP NetWeaver à AES Sul foi a redução de custos. A implantação da nova ferramenta permitiu uma queda nos gastos em diversas esferas. A primeira delas diz respeito à quantidade e ao tipo de licenças do GIS. Além disso, a localização geográfica por GPS fez com que a empresa não precisasse adquirir placas nem instalá-las em aproximadamente 800 mil ativos. “Só esse item de custo, que graças à solução implementada pôde ser evitado, viabilizou 100% do projeto”, comemora Sandra Heck.

De acordo ela, a implementação da tecnologia SAP NetWeaver possibilitou realizar o projeto com rapidez, em ambiente seguro, aberto e escalável, reduzindo custos e riscos, além de permitir padronização e integração de tecnologias distintas, como ERP da SAP e GIS da ESRI.

O cenário de negócio nas empresas muda muito rapidamente, e a área de TI tem o desafio de acompanhar essas inovações e estar à frente das necessidades da empresa, sendo um parceiro ou habilitador para essas mudanças.

Entre os planos futuros da companhia está a implementação do módulo Customer Care & Service (CCS) da SAP, em 2008. Está em andamento um business case cujo objetivo é exatamente avaliar a solução. Para Sandra Heck, ele dará um grande diferencial com a integração da área comercial da concessionária.

A AES Sul é uma subsidiária do Grupo AES Corp., um dos maiores investidores mundiais do setor elétrico, atuando em 25 países. A distribuidora gaúcha, que tem 800 funcionários próprios e uma força de trabalho de 1.600 pessoas, atende uma área de concessão 99.512 quilômetros, com 1.053.952 clientes em 118 municípios.

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