Estudo da revista The Economist patrocinado pela SAP analisa impacto da sustentabilidade nos negócios
• Relatório mundial destaca que as empresas mais atuantes na área tiveram aumento médio de 16% nos lucros anuais e de 45% na valorização de suas ações em Bolsa. Apenas 22% dos executivos dizem que sua empresa tem um relatório formal sobre os impactos causados pela organização no meio-ambiente
São Paulo - 18 março, 2008 - O estudo Doing Good: Business and the Sustaintability Challenge da unidade de inteligência da revista The Economist mapeou o modo como as corporações tratam a sustentabilidade – um desafio multifacetado que a cada dia se torna mais presente no mundo dos negócios, gerando, inclusive, impactos diretos nos resultados financeiros. Publicado em fevereiro deste ano, contou com patrocínio de diversas empresas, dentre elas a SAP.
Dos 1,2 mil executivos entrevistados na pesquisa, apenas 18% disseram que sua companhia não tem planos imediatos para desenvolver uma estratégia de sustentabilidade. Além disso, 33% indicam que o CEO é o principal responsável pelas políticas da empresa para esse tema, ao lado de 26% que apontam o conselho de administração.
Diante desse cenário, pode-se deduzir que a importância dada à sustentabilidade é grande, apesar de ainda existirem muitas empresas que dispersam o controle do tema pela companhia e de 11% delas sequer terem alguém cuidando do assunto.
Entretanto, apenas 29% dos executivos dizem que a atual estratégia corporativa engloba todos os negócios da empresa, ou seja, poucas têm uma política coerente de sustentabilidade. Um exemplo: de 16 políticas dessa área, incluindo redução de consumo de energia e de emissões de carbono, a média de aplicação nas companhias pesquisadas é de apenas 4,8 delas.
Além disso, as companhias demonstram estar num estágio primitivo no entendimento do que é sustentabilidade, bem como sobre os caminhos para implantá-la. A pesquisa mostra que elas têm dificuldade em conceber metas concretas nesse sentido, pois costumam alinhar objetivos sócio-ambientais a financeiros. Outro dado relevante é que a cadeia de suprimentos é o elo mais fraco da sustentabilidade nas empresas. Poucas possuem iniciativas para incentivar fornecedores que respeitam o meio ambiente e os direitos humanos. Embora afirmem dar bastante atenção à comunicação sobre o tema, apenas 22% dos executivos dizem que sua empresa possui um relatório formal sobre os impactos causados pela organização no meio-ambiente. Cerca de 45% afirmam que pretendem adotar isso nos próximos cinco anos.
O estudo também traz dados positivos. A maioria (57%) acha que os benefícios das práticas sustentáveis ultrapassam os custos. A pesquisa mostra que, no campo das finanças, as empresas cujos executivos classificaram os esforços em sustentabilidade como positivos, e que tratam a questão nas camadas mais altas de poder, tiveram aumento no lucro anual de 16% e valorização das ações de 45%. As outras tiveram crescimento de 7% e 12%, respectivamente.
“A SAP Brasil vem tratando a sustentabilidade de forma cada vez mais estratégica em todas suas esferas. Materializadas em iniciativas como a formação de mão-de-obra qualificada, por meio do programa SAP Professionals, estamos contribuindo de maneira decisiva no fortalecimento da economia de nosso país, pois nossas soluções permitem que as empresas sejam cada vez mais produtivas e competitivas, gerando valor e prosperidade”, conta Alberto Ferreira, presidente da SAP Brasil.
A regulamentação governamental, algo a que os executivos geralmente se posicionam contra, tem aprovação de 40% no caso de questões sócio-ambientais. Outros 50% preferem ações voluntárias, mas com regulamentações em áreas específicas. Essa abertura, no entanto, é combinada com críticas ao governo, já que para 62% dos entrevistados, algumas políticas têm dificultado estratégias de sustentabilidade.
“As questões por trás do discurso sócio-ambiental não são passageiras e vão exigir uma redefinição das relações entre a sociedade e o mundo dos negócios. Se as empresas não adotarem as melhores práticas nesse campo enfrentarão conseqüências não só em sua imagem corporativa, mas também em suas finanças”, conclui o presidente da SAP Brasil.
Sobre a SAP
A SAP é líder mundial em software de negócios*. Oferece aplicações e serviços que permitem a empresas de todos os portes em mais de 25 setores da indústria gerir seus negócios de forma muito mais eficiente. Com mais de 82.000 clientes em mais de 120 países, a companhia tem suas ações negociadas em diversas bolsas de valores em todo o mundo, incluindo a Bolsa de Valores de Frankfurt e Nova York (NYSE), sob o símbolo "SAP”. Para obter mais informações, visite o site www.sap.com/brasil.
(*) A SAP define software de negócios como aplicações de planejamento de recursos empresariais e outras relacionadas.
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